OMS adianta que COVID-19 aumentou mortes por tuberculose
DATA
14/10/2021 16:40:48
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Jornal Médico
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OMS adianta que COVID-19 aumentou mortes por tuberculose

As mortes por tuberculose aumentaram “pela primeira vez em mais de uma década”, na sequência da resposta global contra a COVID-19, que “fez retroceder anos de progressos”, constatou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Segundo o Relatório Global da Tuberculose, em 2020 morreram mais pessoas com a doença infeciosa do que no ano anterior. “Aproximadamente 1,5 milhões de pessoas morreram de tuberculose” no ano passado, “incluindo 214 mil pessoas seropositivas”, um dos grupos de maior risco, esclareceu a OMS.

O aumento do número de mortes aconteceu “sobretudo nos 30 países” com índices mais elevados de tuberculose, nomeadamente Angola, Brasil, China, Índia, Indonésia, Moçambique, Nigéria ou África do Sul.

No relatório, a OMS estima que “cerca de 4,1 milhões de pessoas” afetadas atualmente pela tuberculose não tenham sido diagnosticadas com a doença ou não tenham sido “oficialmente reportadas às autoridades nacionais”.

Verifica ainda uma diminuição da despesa com serviços essenciais relacionados com a doença. “Em muitos países, recursos humanos, financeiros e outros foram realocados para a resposta à COVID-19”, observa a organização, considerando que “o principal desafio” abarca a interrupção no acesso a serviços de controlo da tuberculose e a redução dos recursos.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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