Um terço dos médicos de família ainda apresenta reservas sobre genéricos
DATA
13/10/2021 14:45:50
AUTOR
Jornal Médico
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Um terço dos médicos de família ainda apresenta reservas sobre genéricos

Um em cada três especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) inquiridos num estudo sobre medicamentos genéricos (MG) ainda apresenta algumas reservas relativamente à sua eficácia e um quarto sobre a sua composição em relação aos fármacos originadores.

 

O estudo de perceção dos MG, promovido pela Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (APOGEN), foi realizado entre março e abril deste ano, envolvendo uma amostra de 801 utentes com 55 ou mais anos, 300 especialistas de MGF e 300 farmacêuticos comunitários a exercer em Portugal continental.

Este trabalho de investigação “pretendeu aferir os determinantes, as barreiras e os facilitadores no processo de adoção dos medicamentos genéricos em Portugal, principalmente nesta fase pós-pandemia em que o País e os cidadãos enfrentam incerteza e grandes constrangimentos financeiros e o Serviço Nacional de Saúde [SNS] sofre a pressão do retomar das atividades assistenciais”, revelou a APOGEN.

Os resultados do inquérito apontam que “85% dos utentes e 80% dos médicos de família consideram a existência de MG como positiva ou muito positiva, destacando como principal vantagem o preço”. Estes demonstram ainda que os médicos assinalam como fatores decisivos para a prescrição destas soluções terapêuticas “a condição económica do doente, a diferença de preço e as classes terapêuticas”.

Os farmacêuticos comunitários também têm uma perceção favorável sobre os genéricos, com 96% a recomendá-los e a considerar “que as suas características são equiparadas aos medicamentos de referência”. Observam, contudo, que existem demasiadas marcas e flutuação de preços, pelo que metade dos farmacêuticos considera que o laboratório é um fator importante na seleção dos genéricos.

“Estes medicamentos são reconhecidos por praticamente a totalidade da população de norte a sul do País, apenas pelo nome”, pode ler-se no estudo.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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