Politécnico de Setúbal contribui para estudo da COVID-19 e mitigação do contágio
DATA
06/10/2021 14:20:54
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Jornal Médico
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Politécnico de Setúbal contribui para estudo da COVID-19 e mitigação do contágio

Potenciar o modelo de testagem, estudar a prevalência de anticorpos e ainda as interações animal-homem associadas à COVID-19 são os três grandes objetivos do projeto DizCOVer@Setúbal, uma investigação que está a ser desenvolvida pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), através do seu laboratório de testes de despistagem, o IPS COVID-LAB.

 A primeira vertente deste projeto financiado pelo programa Lisboa2020, que terá a duração de três anos, “é otimizar o sistema de testagem à COVID-19 (da colheita à comunicação de resultados), prevendo-se um aumento de 66 % face à atual capacidade e também uma diminuição de entre 30 a 50% dos custos e tempo associados, sem descurar a fiabilidade”, esclarece o IPS em comunicado.

Segundo a equipa multidisciplinar de oito investigadores, liderada por Marta Justino, docente da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (ESTBarreiro/IPS), “esta otimização permitirá, ainda, aumentar a celeridade de identificação de casos positivos e a consequente passagem para o próximo nível de decisão, em caso de surto, tendo assim impacto direto na mitigação do contágio e diminuição da infeção”.

O IPS pretende também contribuir para o avanço do conhecimento nesta área, propondo estudar “a prevalência de anticorpos anti-SARS-CoV-2 em indivíduos já recuperados ou vacinados, através da sua análise periódica até um ano após vacinação ou infeção”.

O projeto prevê, além disso, dedicar-se ao estudo das interações animal-homem associadas à COVID-19, a partir de bivalves do Rio Sado que atuam como reservatórios naturais de vírus. “A ocorrência de SARS-CoV-2, entre outros coronavírus, em rios, lagos e mares, proveniente de efluentes de ETAR e por descargas diretas, está descrita em diversos estudos a nível mundial”, avança a equipa do projeto.

Os investigadores reconhecem a “necessidade de se conhecerem os efeitos que estes vírus podem ter sobre os animais aquáticos e do seu impacto nas zonas onde existe utilização da água”, reafirmando, assim, o seu contributo “para a criação de medidas de prevenção de possíveis novos fenómenos epidemiológicos”. 

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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