COVID longo: o futuro traz novas necessidades
DATA
04/10/2021 09:26:30
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Jornal Médico
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COVID longo: o futuro traz novas necessidades

“É preciso repetir novamente”. São palavras da médica de família (MF) na USF Bom Porto, ACES Porto Ocidental, ARS Norte, Ana Margarida Cruz, ao comentar a sessão “COVID longo”, que se realizou no 38.º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar (ENMGF). Para a especialista, é fundamental ir fazendo um ponto de situação sobre a forma como a COVID-19 continua a afetar as pessoas já recuperadas da doença.

“Foi muito interessante refletir sobre o COVID longo porque é uma patologia que estamos a reparar que vai ficar connosco (…)". A MF revelou ao Jornal Médico que "ainda estamos a tentar perceber qual será o impacto na nossa população”.

Segundo Margarida Cruz, volvido ano e meio desde o início da pandemia, é necessário “continuar a ver como vai ser daqui para a frente, como investigamos, como tratamos, como orientamos estas pessoas”.

A médica internista do Hospital Beatriz Ângelo, Carla Araújo, apontou a necessidade de estar alerta para os sintomas apresentados pelos doentes já recuperados da COVID-19.

“É importante saber identificar (…) os sintomas que persistem após 12 semanas (…) para depois conseguir tratar”. Carla Araújo sublinhou, ainda, que é fundamental não descurar este assunto, uma vez que, “como [dele] se fala pouco, muitas vezes os doentes sentem-se perdidos”.

Na mesma linha, o MF na USF St. André de Canidelo, ACES Grande Porto VII – Gaia e na ARS Porto Bruno Reis defende um permanente olhar atento.  

Assim, “o modelo de abordagem deve ser continuidade de cuidados, integração multidisciplinar e participação ativa dos utentes” através da identificação de sintomas, explicou o especialista.

Por fim, nesta sessão, a neurologista no Centro Hospitalar Universitário do Porto Vanessa Oliveira abordou os impactos neurológicos que a COVID-19 teve nos pacientes, nomeadamente o surgimento de cefaleias.

 

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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