O cruzamento da MGF com a Medicina Interna

O presidente da Sociedade Portuguesa da Medicina Interna (SPMI), João Araújo Correia, é da opinião de que a união entre a Medicina Interna e a Medicina Geral e Familiar (MGF) é fundamental para a prestação de cuidados com qualidade.

“O tratamento integral do doente crónico e mesmo o tratamento racional do doente agudo precisa que haja uma comunicação muito mais fácil e eficaz entre a MGF e a Medicina Interna”, afirma João Araújo Correia ao Jornal Médico, no 38.º Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (ENMGF).

Segundo o presidente, o maior problema do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é a falta de cruzamento entre a saúde pública, os cuidados de saúde primários (CSP) e os médicos hospitalares.

“Desse cruzamento, desse esforço que se viu na pandemia, resultou que conseguíssemos todos superar em conjunto. É fundamental para que haja um acréscimo de qualidade em relação aos cuidados que podemos prestar”, finaliza.  

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.