SPDC considera fundamental aconselhamento médico prévio na escolha do método contracetivo
DATA
24/09/2021 16:55:20
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Jornal Médico
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SPDC considera fundamental aconselhamento médico prévio na escolha do método contracetivo

A Sociedade Portuguesa de Contraceção (SPDC) considera fundamental que as mulheres tenham aconselhamento médico na altura de escolher o método contracetivo, isto porque em algumas situações clínicas nem todos os métodos são aconselháveis e alguns podem trazer maior risco.

A presidente da SPDC, Fátima Palma explicou à Lusa que “pode haver algumas situações clínicas que façam com que nem todos os métodos sejam elegíveis para determinadas mulheres”, exemplificando: “uma mulher que é uma grande fumadora e que tem mais de 35 anos, claramente não é uma mulher elegível para fazer uma pílula, mas tem imensos métodos ao seu dispor”.

Neste caso, “outro método será mais seguro para ela do que continuar a tomar a pílula”, acrescentou.

Além da escolha do método contracetivo mais adequado para cada mulher, a especialista frisa que o aconselhamento médico também servirá para esclarecer a mulher em relação a alguns receios ou a alguns mitos existentes sobre os contracetivos.

“Há ainda alguns mitos associados a alguns métodos de longa duração, como o implante, por exemplo”, salientou, referindo que “a escolha final deve ser sempre uma escolha da mulher, mas ponderada e fundamentada naquilo que lhe foi dito durante a consulta de aconselhamento”.

De acordo com um estudo divulgado e que teve a orientação científica da SPDC, a pílula contracetiva é o método mais usado pelas mulheres portuguesas (70%), seguida pelo dispositivo intrauterino, este mais popular entre mulheres mais velhas.

Este estudo, que analisou mais de 1.500 mulheres de várias regiões do país, 92% das mulheres estão satisfeitas com o seu método contracetivo e em 46% dos casos foi o médico a escolher, sendo que apenas 27% das mulheres disseram ter sido sua a escolha.

Os dados apontam ainda que, habitualmente, as mulheres procuram informação sobre contracetivos junto do seu ginecologista e do seu médico de família. Quase metade disse ter sido aconselhada pelo médico de família.

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