12.º Encontro Nacional das USF: A esperança nos CSP
DATA
24/09/2021 09:51:15
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Jornal Médico
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12.º Encontro Nacional das USF: A esperança nos CSP

A propósito do 12.º Encontro Nacional das USF, que ocorreu a 17 e 18 de setembro, no Super Bock Arena — Pavilhão Rosa Mota, no Porto, a presidente da comissão organizadora, Maria José Ribas, revelou-se otimista relativamente ao futuro dos Cuidados de Saúde Primários (CSP).

 

“A Medicina Familiar, quer na sua vertente médica, quer na vertente de Enfermagem, quer nas outras profissões que também nos acompanham, só pode continuar a ser o centro da saúde e a dar cartas. Tenho muito otimismo em relação ao futuro dos cuidados de saúde primários”, afirmou.

Maria José Ribas fez notar, ainda, que Portugal apresentou bons resultados na resposta à pandemia na 1.ª fase e à vacinação na 2.ª fase, “porque tem os CSP que tem”.

A especialista aproveitou a ocasião para passar a mensagem de que as Unidades de Saúde Familiares (USF) devem organizar-se nos seus espaços e na forma de atendimento dos seus doentes.

“Temos de refletir como nos organizamos” enquanto “estrutura prestadora de cuidados com o que sabemos depois da pandemia e não esquecer que estamos num processo de crescimento, de organização e de reforma dos CSP”, finalizou.

Também João Rodrigues, coordenador da área dos CSP do Grupo de Apoio Técnico à Implementação das Políticas de Saúde (GAPS), acredita que é chegado o momento de fechar este ciclo pandémico e de abrir novos horizontes.

“A pandemia veio criar oportunidades. E a oportunidade veio mostrar que é possível trabalhar mais e melhor em equipa”, disse João Rodrigues, acrescentando que “se tivermos uma contratualização mais simples, mais abrangente, mais participativa, haverá mais saúde e mais ganhos (…) em relação à nossa população”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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