COVID-19: Estudo revela “diminuição abrupta” de anticorpos em vacinados com mais de 70 anos
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17/09/2021 17:22:37
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Jornal Médico
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COVID-19: Estudo revela “diminuição abrupta” de anticorpos em vacinados com mais de 70 anos

Um estudo do Algarve Biomedical Center e da Fundação Champalimaud, envolvendo mais de cinco mil pessoas vacinadas, concluiu que, passados quatro meses após a toma das doses de vacina contra a COVID-19, os anticorpos diminuem abruptamente.

O decréscimo de anticorpos, traduzido pelas palavras dos investigadores numa “diminuição abrupta”, verifica-se “em pessoas com mais de 70 anos que tenham tido duas doses de vacina e quatro meses após a vacinação completa. Contrariamente, as pessoas que tiveram COVID-19 e que receberam uma dose de vacina mantêm níveis altos de anticorpos ao longo de todo o tempo”, explicou o responsável do estudo, Nuno Marques.

Realizado durante 15 dias do mês de agosto, em lares de idosos nas regiões do Alentejo e Algarve, junto de 5.174 residentes e trabalhadores, o estudo avaliou, respetivamente, 2.303 e 2.871 indivíduos desse universo.

No que diz respeito ao género, a população estudada é maioritariamente feminina; entre os funcionários a idade média situa-se nos 47 anos e nos utentes nos 85. Destes, 2.277 estão na faixa etária superior aos 80 e mais de 1.000 na que começa a partir dos 90.

Esta investigação “mostrou que nos funcionários temos anticorpos presentes em 79% (…) e nos utentes em 46% (…). É uma diferença estatisticamente significativa e altamente considerável entre os dois, mas este dado precisava de ser trabalhado de outra forma para se compreender melhor”, defende Nuno Marques, anunciando que o estudo vai ser enviado para instituições europeias.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
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O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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