Novidade no HDS: implante cardioversor desfibrilhador subcutâneo

O Serviço de Cardiologia do Hospital Distrital de Santarém (HDS) implantou o primeiro cardioversor desfibrilhador subcutâneo num doente com indicação formal para este tipo de dispositivo. O paciente teve alta 24 horas após o procedimento.

“O elétrodo é totalmente subcutâneo eliminando as desvantagens da técnica clássica”, esclarece o diretor do Serviço de Cardiologia daquela instituição, concretizando que, tradicionalmente, “os elétrodos são colocados através de uma veia central para que a extremidade fique dentro do coração”, lê-se no site oficial do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Citado pelo site oficial do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Vítor Martins explica que, através desta nova técnica, utilizada, sobretudo, em pessoas jovens com probabilidade muito elevada de morte súbita, mas que não necessitam de pacing ou ressincronização cardíaca, “o gerador implantado fica escondido na região axilar entre os músculos desta região e o elétrodo [é colocado] entre a axila e a região esternal de modo a criar um triângulo que permita uma desfibrilhação eficaz”.

No final da intervenção, com duração inferior a 60 minutos, e realizada em ambiente de bloco operatório com apoio de anestesia, é efetuado um teste de desfibrilhação para confirmação da eficácia do sistema; aí, através da indução de uma arritmia maligna (fibrilhação ventricular), o dispositivo já implantado irá dar um choque automático revertendo esta arritmia letal.

Realizada anteriormente apenas nos hospitais centrais, “esta técnica passa a estar disponível no HDS com vantagens inequívocas para a população na prevenção da morte súbita de etiologia arrítmica”, sublinha o médico.

A primeira intervenção esteve a cargo de Vítor Martins e Gustavo Rodrigues, com o apoio do anestesista António Roxo.

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Editorial | Jornal Médico
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