COVID-19: impacto da pandemia no decréscimo da natalidade em Portugal (menos 6,6%)
DATA
01/09/2021 11:45:24
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Jornal Médico
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COVID-19: impacto da pandemia no decréscimo da natalidade em Portugal (menos 6,6%)

A pandemia tem gerado uma queda significativa nas taxas de natalidade bruta em vários países, com declínios particularmente acentuados no sul da Europa: Itália (-9,1%), Espanha (-8,4%) e Portugal (-6,6%). Esta é a conclusão de um estudo assinado pela Universidade Bocconi, Itália, e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, utilizando modelos numéricos e analisando indicadores de 22 países.

 

Para avaliar melhor o efeito desta doença, os autores do estudo recolheram dados mensais até março de 2021. E após vários cálculos comparativos, tiveram por suporte modelos permitindo contabilizar a sazonalidade e as tendências a longo prazo.

Os dados, relativos à primeira vaga, mostraram que a pandemia foi acompanhada por um “declínio significativo nas taxas de natalidade bruta para além do previsto pelas tendências do passado em sete dos 22 países considerados”. As referidas taxas caíram 8,5% na Hungria, 9,1% em Itália, 8,4% em Espanha e 6,6% em Portugal.

Os resultados revelam ainda o impacto da pandemia na dinâmica populacional e podem ter implicações políticas nos cuidados infantis, na habitação e no mercado de trabalho.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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