COVID-19: Ordem dos Médicos reitera ser necessário decidir com base em nova matriz de risco
DATA
27/07/2021 15:12:43
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




COVID-19: Ordem dos Médicos reitera ser necessário decidir com base em nova matriz de risco

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) insistiu hoje na necessidade de rever a matriz de risco, defendendo que o indicador que há duas semanas propôs à tutela permite perceber os efeitos da vacinação na evolução da pandemia.

“A partir do momento em que a vacinação começou a acelerar, passámos a ter uma situação que não estava a ser contemplada na matriz de risco do Governo, que é a questão da gravidade da doença”, disse Miguel Guimarães.

A proposta da OM, desenvolvida em colaboração com o Instituto Superior Técnico (IST), acrescenta aos dois indicadores existentes — incidência e transmissibilidade (Rt) — mais três: letalidade, internamentos em enfermaria e internamentos em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Estes indicadores, explicou o bastonário, permitem avaliar a gravidade da doença, refletindo também os efeitos da vacinação, e é isso que a OM gostaria de ver na matriz de risco do Governo, a quem enviou uma nova versão.

“Nós cumprimos a nossa missão”, sublinhou Miguel Guimarães, considerando que os novos indicadores são “a melhor forma de proteger a economia e a saúde”.

À luz da proposta da OM para uma nova matriz de risco, a situação epidemiológica tem tido uma evolução positiva nos últimos dias. Estabelecendo o nível 100 como crítico e o nível 80 como de alarme, Portugal passou de 92,8 pontos no dia 13 de julho para 86 pontos no dia 25.

“Neste momento, confortavelmente, podemos dizer que estamos a ter uma evolução favorável, (…) que permitirá ao Governo tomar decisões com uma evidência mais forte”, concluiu o bastonário.

Investir na Saúde é também investir na Formação
Editorial | Carlos Mestre
Investir na Saúde é também investir na Formação

Em março de 2021 existia em Portugal continental um total de 898.240 pessoas sem Médico de Família (MF) atribuído, ou seja, 8,7% da população não tem um acompanhamento regular com todas as medidas preventivas e curativas inerentes ao papel do especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF).

Mais lidas