COVID-19: anticorpos podem subsistir até 12 meses de infeção
DATA
08/07/2021 16:02:13
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Jornal Médico
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COVID-19: anticorpos podem subsistir até 12 meses de infeção

Um estudo publicado por investigadores chineses revelou que os anticorpos contra o coronavírus SARS-CoV-2 podem durar até 12 meses, conclusão suportada em mais de 70% dos pacientes que superaram a doença. A pesquisa apurou também que a vacinação pode “restringir efetivamente a propagação”, promovendo uma resposta imunológica semelhante à forma como o corpo gera anticorpos contra vírus vivos.

 

Nesta investigação, realizada por uma subsidiária da farmacêutica estatal Sinopharm e pelo Centro Nacional de Pesquisa para Medicina Translacional da Universidade Jiaotong, em Xangai, foram coletadas cerca de 1.800 amostras de plasma, entre 869 pessoas que recuperaram da COVID-19, em Wuhan. Os pesquisadores verificaram, naquelas amostras, a presença e a quantidade de RBDIgG, um tipo de anticorpo que indica a força da imunidade contra o vírus, informou o jornal oficial em língua inglesa China Daily.

De acordo com os resultados, “em nove meses os níveis de anticorpos caíram para 64,3%, em relação ao nível atingido após os pacientes contraírem o vírus e, a partir desse período, estabilizaram até ao décimo segundo mês”. Segundo o mesmo estudo, a resposta imunológica foi mais forte nos homens do que nas mulheres durante os estágios iniciais da infeção, mas a diferença diminui com o tempo, tornando-se praticamente igual após 12 meses. Já as pessoas na faixa etária entre os 18 e 55 anos desenvolveram níveis mais elevados de anticorpos.

De acordo com o Grupo Nacional de Biotecnologia da China, a subsidiária da Sinopharm, este é o mais extenso dos estudos que verificaram a continuidade da resposta imunológica em pacientes recuperados.

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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