COVID-19: OM propõe ativar transferência de doentes a partir de 7,5% de ocupação em intensivos
DATA
23/06/2021 12:38:38
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Jornal Médico
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COVID-19: OM propõe ativar transferência de doentes a partir de 7,5% de ocupação em intensivos

A Ordem dos Médicos (OM) defende que a rede de transferência de doentes internados seja ativada a partir de uma ocupação de 7,5% das camas em cuidados intensivos, para não prejudicar novamente a atividade não-COVID.

Em comunicado, o bastonário e o Gabinete de Crise para a COVID-19 da OM frisam a necessidade de reformular as linhas amarelas e vermelhas a nível regional e nacional, propondo, designadamente, “limites de 7,5% e 15% da lotação atual de camas em cuidados intensivos, a partir dos quais a rede de transferência deve ser ativada”.

A OM manifesta a sua discordância face à “não implementação de critérios claros, coerentes e uniformes no controlo de fronteiras”, em particular nos passageiros provenientes de zonas de risco, e reitera a necessidade de alargar o agendamento para vacinação a toda a população adulta e de serem disponibilizados dados que permitam atualizar a matriz em vigor. Insiste, igualmente, na ideia de a matriz combinar, entre outros, “critérios de incidência, transmissibilidade e gravidade”.

“Só com estes dados será possível definir novas zonas de risco e fundamentar medidas de intervenção”, designadamente “quando e onde utilizar o CDC [Certificado Digital Covid]”, observa a OM. E quanto à vacinação, reafirma a necessidade de abertura de centros nos hospitais, aos fins de semana, permitindo a vacinação mais segura de pessoas com risco acrescido de reações adversas.

Na nota enviada, é sublinhada “a importância da realização de testes de diagnóstico em todas as pessoas sintomáticos, incluindo vacinados, jovens e crianças, bem como de rastreios alargados e facilmente acessíveis com o resultado transferido para o Certificado Digital COVID (CDC)”.

Finalmente, a OM reitera o apelo para o cumprimento das medidas de prevenção e controlo da pandemia, nomeadamente o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social. E lembra que “vacinar, rastrear, sequenciar, certificar e antecipar são os passos determinantes para Portugal vencer a pandemia”.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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