Presidente da secção Norte da OF quer proximidade entre farmacêuticos e centros de saúde
DATA
22/06/2021 16:14:06
AUTOR
Jornal Médico
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Presidente da secção Norte da OF quer proximidade entre farmacêuticos e centros de saúde

Maior valorização profissional e maior aproximação das farmácias aos cuidados primários e aos centros de saúde são prioridades defendidas pelo presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Franklim Marques.

Franklim Marques destaca a multidisciplinariedade da atividade farmacêutica. E sublinha que, com a suspensão da atividade não urgente causada pela pandemia, muitos doentes crónicos “só encontraram apoio para as suas dúvidas nas farmácias”.

O responsável, que já anunciou a intenção de se candidatar a bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF) nas eleições do próximo ano, considera que “o Estado usa, mas não valoriza” o trabalho dos farmacêuticos e que todos ganhavam com um melhor aproveitamento do know how destes profissionais.

Refletindo sobre os tempos que enfrentamos, considera que deve existir uma ligação mais efetiva da farmácia aos centros de saúde: “É um caminho que tem de ser percorrido”. “Se não aproveitarmos agora, com a pandemia, vamos perder uma oportunidade única”, disse, realçando que os farmacêuticos “são muito mais do que dispensadores de medicamentos”.

Lembra que já há, em alguns hospitais, uma maior envolvência dos farmacêuticos na área clínica e que esta “devia ser mais desenvolvida” e que, a exemplo de outros países, como Espanha ou Inglaterra.

“O medicamento está para o farmacêutico com o bisturi está para o cirurgião”, , argumenta o presidente da Secção Regional Norte da OF, acrescentando que a grande mais-valia destes profissionais é também a capacidade de monitorização e acompanhamento do efeito e eficácia dos fármacos.

Ainda sobre o potencial do trabalho envolvendo esta atividade específica, tem por referência o que está já a acontecer em França, onde, em condições estritamente protocoladas, e num momento de colaboração com os clínicos, os farmacêuticos intervêm igualmente no processo da prescrição.

Ainda assim, Franklim Marques defende a necessidade de mais recursos, mostrando-se “esperançoso” numa “atitude racional” na abertura de vagas para a residência farmacêutica, que se estima avançar no início do próximo ano.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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