Maioria dos portugueses prefere automedicação quando está doente
DATA
16/06/2021 16:32:49
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Jornal Médico
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Maioria dos portugueses prefere automedicação quando está doente

Segundo o relatório hoje divulgado, “Acesso a cuidados de saúde – As escolhas dos cidadãos 2020”, da autoria de Pedro Pita Barros, um em cada 10 inquiridos, quando se sente doente, opta por não contactar o sistema de saúde. No universo estudado, 63% prefere automedicar-se.

“Podia ser pior, se a automedicação fosse baseada no recurso à internet (…), mas é bom sabermos melhor o que é que se passa com essa automedicação e o que são as farmácias domésticas que as pessoas estão a usar”, disse Pedro Pita Barros, professor catedrático da Faculdade de Economia na Universidade Nova de Lisboa.

O estudo mostra ainda que três em cada quatro pessoas sente que foi tratada com dignidade, compaixão e respeito no sistema de saúde. Apesar de 76,6% de pessoas revelar ter sido bem tratada, foram notadas diferenças associadas ao nível de escolaridade: 80% para as pessoas com ensino básico e 72% para quem tem o ensino superior.

“As pessoas com mais escolaridade, ou têm mais expectativas ou tendem a sentir capacidade de, pelo menos, vocalizar mais o seu desagrado (…)”, explicou o professor.

Os dados do Relatório “Acesso aos cuidados de saúde – As escolhas dos cidadãos 2020” foram recolhidos pela empresa GfK, entre os dias 23 de maio e 30 de junho de 2020, através de um inquérito elaborado pela equipa de investigação da Nova SBE Health Economics and Management Knowledge Centre. Teve como base uma amostra representativa de 1.271 entrevistas.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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