Novos genéricos podem gerar poupança de mais de 320 ME nos próximos três anos
DATA
27/05/2021 14:46:57
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Jornal Médico
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Novos genéricos podem gerar poupança de mais de 320 ME nos próximos três anos

A Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (APOGEN) estima que, no período de 2021 a 2023, o lançamento de novos medicamentos genéricos é suscetível de gerar uma poupança adicional, em regime ambulatório, superior a 320 milhões de euros.

 

A presidente da associação, Maria do Carmo Neves, refere, em comunicado que “181 milhões de euros corresponderão à poupança gerada para o Estado e 139 milhões para os utentes”.

Em 2020, um ano marcado pela pandemia da COVID-19, os medicamentos genéricos permitiram poupar 462 milhões de euros ao Estado e aos cidadãos portugueses, o que a presidente da APOGEN considera ser “uma ajuda muito grande à sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e das famílias”.

“O investimento nos medicamentos genéricos e biossimilares contribuiu para que fosse possível alocar mais recursos ao dispor do SNS, criar mais postos de trabalho e contribuir para a economia, nomeadamente através da exportação”, realça a presidente da APOGEN, numa altura em que a associação assinala 18 anos de atividade. E acrescenta que “só no ano passado, a exportação de medicamentos produzidos em Portugal representou 1,5 mil milhões de euros”.

Perante estes números, Maria do Carmo Neves defende que o “Governo deve estar ao lado daqueles que criam mais-valias e facilitam uma gestão equilibrada dos seus recursos”.

A APOGEN faz notar que “o acesso a cuidados de saúde, através da maior penetração dos medicamentos genéricos e biossimilares no mercado, é um importante indicador de desenvolvimento económico e social, e uma realidade nos países mais ricos da Europa, os quais têm todos uma elevada quota de mercado destas soluções terapêuticas.” 

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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