O papel do MF na despenalização da morte medicamente assistida em debate no 19.º ENIJMF

O 19.º Encontro Nacional de Internos e Jovens Médicos e Família (ENIJMF), que se realiza nos dias 19 a 21 de maio, vai organizar uma mesa-redonda sob o tema “Despenalização da morte medicamente assistida – qual o papel do médico de família”.

Em comunicado, a médica interna de Medicina Geral e Familiar (MGF) na USF Linda-a-Velha e membro da Comissão de internos de MGF da ARSLVT, Catarina Brás Carvalho, esclarece que a sessão irá “contar com três convidados que irão abordar o contexto legal e histórico da despenalização da morte medicamente assistida, os principais argumentos éticos sobre o suicídio ajudado e eutanásia e qual o papel do médico de família neste contexto”, sublinhando que o objetivo é debater qual o papel do médico de família ao longo deste processo.

De acordo com a médica, muitos médicos de família ainda não se encontram aptos para enfrentar os retos profissionais e éticos que a despenalização da morte medicamente assistida poderá trazer.

“Desde sempre que o médico se focou no tratamento e cura da doença, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e prolongar a sua duração. Com a discussão da morte medicamente assistida, o médico (de família, e não só), conhece uma nova realidade sem par na história da Medicina; a utilização de meios com vista à morte do doente”.

A sessão irá contar com a moderação da médica interna de MGF na USF Conde de Oeiras, Ana Catarina Esteves, e com a participação do psicólogo clínico, professor auxiliar na FMUP e presidente do Conselho de Especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Miguel Ricou, do psiquiatra, membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e professor de Ética e Deontologia Médica na FMUL, Luís Madeira, e do médico de família com competência em Cuidados Paliativos e elemento do Grupo de Estudos de Cuidados Paliativos da APMGF – GEsPal, Abel Abejas.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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