Estudo mostra que pandemia afetou doentes oncológicos
DATA
10/05/2021 12:01:55
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Jornal Médico
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Estudo mostra que pandemia afetou doentes oncológicos

De acordo com um estudo desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), dois em cada dez doentes oncológicos e um em cada dez cuidadores ponderaram suspender, por iniciativa própria, os atos clínicos por receio de se dirigirem aos serviços hospitalares durante o período de pandemia.

O estudo “Covid-19 e Cancro”, que tinha como objetivo avaliar a perceção do impacto da Covid-19 na vida de doentes oncológicos e familiares, revelou que a pandemia teve algum impacto no acesso aos cuidados de saúde por parte desses mesmos doentes. Segundo o comunicado, seis em cada dez doentes e oito em cada dez cuidadores sentiram medo do contágio por outros doentes ou profissionais de saúde.

Relativamente ao impacto psicológico da Covid-19 nestes doentes, concluiu-se que sete em cada dez doentes e oito em cada dez cuidadores sentiram-se de ‘bastante’ a ‘muitíssimo’ preocupados com a pandemia. Em concordância, entre 15% e 22% de cuidadores/doentes necessitaram de recorrer a medicação ou a apoio psiquiátrico/psicológico durante a pandemia.

Muitos inquiridos revelaram que a pandemia lhes causou “sentimentos de tristeza, ansiedade, preocupação e isolamento, além de um acréscimo das responsabilidades laborais (principalmente em sobreviventes de cancro), das responsabilidades familiares (essencialmente em cuidadores) e maior preocupação com os tratamentos e evolução da doença, mais presente em doentes e cuidadores de doentes em fase ativa”.

Este estudo, que teve como amostra 948 doentes oncológicos e 378 familiares, foi realizado através de questionários via online, entre os dias 2 de julho e 18 de novembro de 2020.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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