Cobertura vacinal da gripe duplicou nas grávidas e cresceu nos profissionais de saúde
DATA
17/03/2021 09:40:19
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Jornal Médico
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Cobertura vacinal da gripe duplicou nas grávidas e cresceu nos profissionais de saúde

A cobertura vacinal da gripe nas grávidas duplicou nesta época gripal e cresceu nos profissionais de saúde, segundo o relatório final do Vacinómetro 2020/2021, uma Iniciativa promovida pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

 

De acordo com o documento, a que a agência Lusa teve acesso, “a cobertura vacinal das grávidas mais do que duplicou (53,6%, relativamente aos 23,5% da época gripal anterior), num ano em que a vacina da gripe passou a ser gratuita para este grupo populacional” e “nos profissionais de saúde em contacto direto com doentes passou de 58,9% para 62,9% e nas pessoas com doenças crónicas de 72% para 74,4%, referem os dados”.

De acordo com os dados finais do Vacinómetro 2020/2021, Portugal atingiu a meta de taxa de vacinação proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para as pessoas com 65 nos ou mais, registando uma cobertura de 74,6%.

Quanto à anterior época gripal, houve uma redução de 0,4 pontos percentuais nas pessoas com 65 ou mais anos e de 2,3 pontos percentuais na população com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos (40,9%).

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) conseguiu ter em 2020 um pouco mais de dois milhões de doses de vacinas, a somar às cerca de 500 mil no setor privado. Nos anos anteriores, eram compradas cerca de 1,5 milhões doses de vacinas.

Os dados indicam ainda que nos dois grupos de doentes crónicos analisados, “83,5% das pessoas com diabetes foram vacinadas, 3,2% dos quais pela primeira vez, assim como receberam a vacina 64,6% das pessoas com doenças cardiovasculares, 3,1% das quais pela primeira vez”.

Do total de pessoas vacinadas estudadas, os motivos que levaram à vacinação foram a recomendação do médico (64,9%, um aumento de 3,1 pontos percentuais face à época passada).

Houve ainda quem se vacinasse no contexto de uma iniciativa laboral (23,2%, menos 1,4 pontos percentuais), por iniciativa própria (9,6%, menos 2,3 pontos percentuais) e por recomendação do farmacêutico (1,2%).

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
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