Investigadores portugueses em projeto europeu para acelerar medicamentos inovadores
DATA
02/03/2021 12:04:08
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Investigadores portugueses em projeto europeu para acelerar medicamentos inovadores

Um grupo de investigadores portugueses está a trabalhar num projeto europeu, o ARDAT (Accelerating research & development for advanced therapies), financiado em 25,5 milhões de euros, para acelerar o desenvolvimento de medicamentos inovadores, com potencial para tratar ou reduzir necessidades terapêuticas em doenças como cancro ou degenerativas.

O anúncio foi feito pelo iBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, uma das instituições científicas portuguesas que, a par com o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), está a trabalhar neste projeto coliderado pela Universidade de Sheffield e pela farmacêutica Pfizer.

Segundo o iBET, em comunicado, “este projeto de investigação europeu visa acelerar o desenvolvimento de Medicamentos de Terapia Avançada (ATMPs), que mais não são do que fármacos inovadores de origem biológica, com grande potencial para tratar doenças que requerem soluções personalizadas e de medicina regenerativa, como as doenças crónicas (por exemplo, cancro), as doenças raras (doença de crohn ou hemofilia) e as doenças degenerativas (caso da alzheimer ou esclerose múltipla)”.

Os ATMPs apresentam a vantagem de “eliminar ou reduzir significativamente a necessidade de tratamento prolongado, permitindo uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes”, referem os investigadores.

Acrescentam que na prática, este projeto pretende desenvolver “modelos preditivos da resposta dos pacientes àqueles medicamentos, compreender como são processados pelo organismo e identificar mecanismos pelos quais o sistema imunitário do paciente pode reagir e comprometer a eficácia e segurança do tratamento”.

A equipa de Coimbra será responsável pela produção de diferentes vetores de terapia génica, cuja resposta imunitária e toxicidade será avaliada em Oeiras, recorrendo a modelos celulares 3D de tecido neurológico humano, regressando em seguida novamente a Coimbra para avaliação em modelos animais de doença.

Para Catarina Brito, investigadora principal do iBET, “uma das grandes mais-valias deste projeto é a partilha de conhecimento”, porque esta “é uma área em que o desenvolvimento foi feito inicialmente por grupos académicos e pequenas empresas de biotecnologia, e que só recentemente (há cerca de 5 anos) é que foi abraçada pela grande indústria farmacêutica”.

Ao todo, são 10 os investigadores portugueses (cinco de cada instituto) que participam no projeto europeu ARDAT, que oficialmente arrancou no dia 01 de novembro de 2020 e terminará a 31 de outubro de 2025.

Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?
Editorial | António Luz Pereira
Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?

Nestes últimos dias tem sido notícia o número de vagas que ficaram por preencher, o número de jovens Médicos de Família que não escolheram vaga e o número de utentes que vão permanecer sem médico de família. Há três grandes razões para isto acontecer e que carecem de correção urgente para conseguir cativar os jovens Médicos de Família.

Mais lidas