Covid-19: Primeiras introduções do vírus em Portugal terão acontecido no final de janeiro de 2020
DATA
02/03/2021 11:26:26
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Jornal Médico
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Covid-19: Primeiras introduções do vírus em Portugal terão acontecido no final de janeiro de 2020
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) realizou um estudo onde concluiu que, apesar dos primeiros casos de Covid-19 notificados reportarem a 2 de março de 2020, terão existido potenciais introduções ainda no final de janeiro e que a grande maioria terá ocorrido a partir da última semana de fevereiro.

De acordo com o INSA, em nota enviada, “outra das conclusões deste trabalho refere que terão entrado em Portugal até 31 de março pelo menos 277 pessoas infetadas com SARS-CoV-2, com origem em 36 países diferentes. Cerca de três quartos das pessoas infetadas vieram do Reino Unido (34%), Espanha, França, Itália e Suíça, mas foram igualmente identificadas introduções de muitos outros países, tais como os Emirados Árabes Unidos, Argentina, Brasil, Grécia, Países Baixos, Andorra e Islândia”.

Ainda segundo os resultados deste estudo, acrescenta que “não sendo a Itália o país que mais contribuiu com maior número de introduções, foi, no entanto, aquele que mais peso teve na transmissão comunitária em Portugal”.

Estima-se que um contágio ocorrido na região da Lombardia por volta do dia 21 de fevereiro tenha originado cerca de “4 mil casos de Covid-19 em Portugal (dispersos por 44 municípios de 11 distritos, quase exclusivamente na Região Norte e Centro) durante esta primeira fase da epidemia”.

Esta investigação, realizada em colaboração com o Instituto Gulbenkian de Ciência e que contou com a participação de uma rede laboratorial de mais de 60 laboratórios espalhados pelo país, assentou na determinação da sequência genómica do SARS-CoV-2 de casos de Covid-19 diagnosticados em Portugal até 31 de março.

Foram analisadas 1275 amostras de vírus colhidas em Portugal até ao final de março, representando 15,5% dos casos confirmados nesse período, fazendo de Portugal o quinto país do mundo com mais dados de genomas na fase inicial da pandemia, pode ler-se em comunicado.

“Este estudo vem demonstrar a importância de uma vigilância de base genética sistemática e contínua de forma a guiar as autoridades de saúde nacionais e internacionais para uma mais eficaz monitorização e controlo da emergência e disseminação de agentes infeciosos com potencial pandémico”, finaliza o INSA.

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Editorial | Carlos Mestre
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Em março de 2021 existia em Portugal continental um total de 898.240 pessoas sem Médico de Família (MF) atribuído, ou seja, 8,7% da população não tem um acompanhamento regular com todas as medidas preventivas e curativas inerentes ao papel do especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF).

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