Covid-19: Convenção Nacional da Saúde quer melhor identificação nas prioridades para vacina
DATA
05/02/2021 16:39:01
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Jornal Médico
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Covid-19: Convenção Nacional da Saúde quer melhor identificação nas prioridades para vacina
A Convenção Nacional da Saúde defendeu que os grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19 têm de ser mais bem identificados, bem como o que fazer com as sobras das vacinas.

 

“Os critérios desta definição têm de estar cientificamente justificados, têm de ser objetivos e tornados públicos”, exigiu a organização, citada em comunicado.

A organização pretende acompanhar a concretização do plano de vacinação para “conseguir identificar, a cada momento, as limitações e os riscos que o país enfrenta e, deste modo, sugerir melhorias” às autoridades públicas e defendeu que é “preciso vacinar o maior número de pessoas o mais rápido possível”.

“À data de hoje, há milhares de profissionais de saúde que ainda não iniciaram a sua vacinação e tal é inadmissível, quer em termos da proteção dos próprios e das suas famílias, quer em termos de saúde pública tendo em conta os múltiplos contactos diários que têm com pacientes”, lamentou a organização.

Acrescentou que estes trabalhadores constituíam um dos grupos de primeira prioridade e que, passado quase um mês e meio, ainda muitos continuam por vacinar, “ao mesmo tempo que se alarga a vacinação a outros grupos”, pode ler-se em nota enviada.

Para a Convenção Nacional da Saúde, é fundamental que haja uma comunicação adequada e permanente com a população. “O processo de identificação dos cidadãos a vacinar deve ser simples, nomeadamente para os mais idosos e para os que têm menos acesso a meios informáticos, abarcando todos os cidadãos que não têm médico de família ou não são habitualmente acompanhados pelos centros de saúde, preconizam as entidades subscritoras do documento”, mencionou.

A Convenção salientou igualmente que é “fundamental conhecer com rigor o calendário de vacinação para as patologias consideradas prioritárias” e considerou imperioso haver “uma monitorização apertada da segurança”.

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Editorial | Gil Correia
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