Ordem dos Médicos e sindicatos alertam para a falta de organização na aplicação das vacinas contra a Covid-19
DATA
28/01/2021 11:03:19
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Jornal Médico
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Ordem dos Médicos e sindicatos alertam para a falta de organização na aplicação das vacinas contra a Covid-19

A Ordem dos Médicos (OM), o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) estão preocupados com a falta de informação e desorganização no processo de vacinação contra a Covid-19 e alertam que coloca em risco os cuidados de saúde à população.

“Por cada médico infetado ou contacto de alto risco, além do impacto no próprio e na sua família, ficarão por realizar muitas consultas, exames e cirurgias, e aumenta ainda mais a pressão sobre os serviços de saúde. Não vacinar todos os médicos é condenar os doentes a ficarem sem acesso a cuidados de saúde”, alertam as entidades, em comunicado.

Acrescentam que “esta situação torna-se ainda mais grave quando, por decisão da tutela”, já somam “quase um ano de atraso de assistência a muitos doentes ‘não Covid’, com o consequente impacto na sua morbilidade e mortalidade”.

“Sendo as vacinas contra a Covid-19 um bem escasso, da responsabilidade do Estado, vimos desta forma expressar a nossa indignação, pelo facto de muitos milhares de médicos estarem a ser renegados no plano de vacinação, num processo cuja falta de transparência e equidade é indisfarçável”, pode ler-se em nota enviada.

De acordo com estas entidades, a vacinação pandémica é estratégica para a recuperação do sistema de saúde, para a retoma económica e para a recuperação de Portugal como um todo.

“A OM, o SIM e a FNAM vão exigir às autoridades competentes um ponto de situação oficial sobre a vacinação dos médicos por região e local de trabalho, e denunciar e reclamar junto das autoridades nacionais e internacionais a tremenda injustiça, de consequências imprevisíveis, a que temos vindo a assistir”, concluem.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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