Centenário da descoberta da insulina comemorado em todo o país em 2021
DATA
17/12/2020 12:43:17
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Centenário da descoberta da insulina comemorado em todo o país em 2021
A Comissão Executiva das Comemorações do Centenário da Descoberta da Insulina, constituída por elementos de várias entidades ligadas à investigação e tratamento da diabetes, desenvolveu um programa de comemorações para assinalar os 100 anos da descoberta da insulina, que irá decorrer em 2021.

A descoberta da insulina representou um ponto de viragem fundamental no tratamento da diabetes, um avanço que permitiu salvar milhões de vidas. O objetivo da Comissão Executiva é reforçar a importância da descoberta desta substância e os principais desenvolvimentos alcançados nos últimos cem anos.

O programa de comemorações terá início em janeiro e irá decorrer durante todo o ano. Entre outros eventos, está programada a inauguração em janeiro da exposição “Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina”, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Esta é uma exposição itinerante que poderá, posteriormente, ser visitada nas cidades de Coimbra, Porto, Funchal e Ponta Delgada.

“Estamos há quase cem anos a lutar contra a diabetes e comemorar o centenário da descoberta da insulina é celebrar a vida. Em 1921, a insulina foi isolada pela primeira vez em laboratório de forma bem-sucedida e foi aplicada numa pessoa, pela primeira vez, em janeiro de 1922. Desde então, é o principal tratamento na luta contra a diabetes. Esta era uma doença fatal e podemos referir que, antes deste acontecimento, a sobrevivência de uma criança com diabetes tipo 1 variava entre um mês e dois anos, no máximo. Atualmente, já conseguimos adaptar o tipo de insulina a cada doente, uma derradeira evolução na área da medicina”, explica Luis Gardete Correia, endocrinologista e presidente da Fundação Ernesto Roma.

José Luis Medina, especialista em Endocrinologia e professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ilustra a importância deste acontecimento: “A descoberta da insulina veio prolongar a vida das pessoas com diabetes, sobretudo as que sofrem de diabetes tipo 1 e veio também abrir portas a mais e melhor investigação sobre novas insulinas e novos métodos de aplicação. Antes da descoberta da insulina, ter diabetes era equivalente a uma condenação à morte. O tempo de vida era curto e associado a complicações graves como a cegueira, as amputações dos membros, o acidente vascular cerebral, o enfarte do miocárdio, a insuficiência renal e a morte.”

“Mesmo em tempos de pandemia não podemos deixar de assinalar este histórico acontecimento, manifestando o nosso apreço pelos investigadores de todo o mundo, que tanto contribuem para que a diabetes seja combatida com sucesso”, conclui Manuel Almeida Ruas, endocrinologista, fundador e ex-diretor do Serviço de Endocrinologia dos HUC – Coimbra.

A informação sobre os eventos comemorativos que irão decorrer, durante 2021 em todo o país, pode ser consultada no site oficial http://www.100anosinsulina.pt.

You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade

No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.