Um terço dos portugueses conhece alguém com esclerose múltipla

Segundo os dados de um inquérito realizado junto dos portugueses, cerca de um terço (33,5%) da população nacional conhece alguém com esclerose múltipla. Este estudo será apresentado no Congresso Nacional de Esclerose Múltipla 2020, organizado pela Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) e que decorre nos dias 4 e 5 de dezembro em formato virtual.

Um estudo, que decorreu com o apoio da Merck, confirma que ainda há muito a aprender sobre a doença: 28,1% dos inquiridos associam a esclerose múltipla a dores nos ossos, enquanto 23,6% a consideram uma doença oncológica.

A propósito do Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla, que se assinala hoje dia 4 de dezembro, os portugueses foram inquiridos ainda sobre a necessidade de mais apoios, aqui reconhecida pela esmagadora maioria. Ao todo, 99,2% defendem que aqueles que vivem com o diagnóstico de esclerose múltipla precisam de ser mais apoiados, quer a nível de apoio legal (72,8%) quer de apoio laboral (70,7%).

“Os dados refletem, de grosso modo, o que era a nossa expectativa”, refere o presidente da SPEM, Alexandre Silva. “Existe algum conhecimento, mas também muito ruído e confusão, o que torna cada vez mais importante passar a mensagem correta em relação à esclerose múltipla, que não é uma doença, mas uma condição de vida, com sequelas invisíveis.”, afirma.

 “Por exemplo, um doente com esclerose múltipla pode demonstrar ser uma pessoa saudável e, no entanto, ter que lidar com a fadiga extrema, que é incompreendido por parte de outros que o rodeiam”, refere Lurdes Silva, coordenadora da Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM).

É, por isso, defende Alexandre Silva, essencial “disseminar ao máximo, conhecimento, também por ser extraordinária a oportunidade de deteção precoce, porque é aí que os ganhos em saúde são mais evidentes. Quanto mais cedo se tratar, com menos danos teremos de viver”.

Esta é uma doença que segundo as estimativas, afeta cerca de oito mil pessoas em Portugal e 2,8 milhões em todo o mundo,

A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Joana Romeira Torres
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