Prémio Maria de Sousa: 25 mil euros para investigadores
DATA
02/12/2020 18:22:38
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Jornal Médico
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Prémio Maria de Sousa: 25 mil euros para investigadores

Terminou novembro, o Dia Nacional da Cultura Científica, e a Ordem dos Médicos (OM) e a Fundação BIAL anunciaram a criação do Prémio Maria de Sousa, uma homenagem à médica e grande imunologista, que morreu vítima de Covid-19 em abril passado.

Este prémio é destina-se a galardoar jovens investigadores científicos portugueses, até aos 35 anos, com projetos de investigação na área das ciências da saúde. Sendo que o galardão contempla um estágio num centro de excelência e um prémio com um valor até 25 mil euros.

O Bastonário da OM, Miguel Guimarães, destaca que “este prémio é para nós o melhor caminho para homenagear a forma como Maria de Sousa dedicou a sua vida à ciência e ao conhecimento pois reúne e enaltece as várias dimensões da médica e investigadora. Maria de Sousa desbravou caminho e demonstrou a importância da associação da clínica à investigação, sem nunca perder a capacidade de envolver os mais jovens e sem esquecer a importância da ética e do humanismo”.

Para o presidente da Fundação BIAL, Luís Portela, “este prémio é uma homenagem a uma personalidade ímpar da ciência a nível mundial, que marcou de forma incontornável o desenvolvimento científico e académico em Portugal. Ao premiar jovens investigadores estamos a perpetuar o trabalho único de Maria de Sousa, que sempre procurou criar condições para que os jovens cientistas pudessem concretizar os seus sonhos e os seus percursos científicos”.

O júri desta primeira edição é constituído por cinco personalidades próximas de Maria de Sousa. O presidente é o neurocientista Rui Costa, professor de Neurociência e Neurologia na Columbia University nos Estados Unidos da América.  

Os restantes membros são Maria do Carmo Fonseca, presidente do Instituto de Medicina Molecular, Graça Porto, professora catedrática do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Miguel Castelo-Branco, diretor do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional da Universidade de Coimbra e Joana Palha, vice-presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

As candidaturas, abertas a cidadãos portugueses que sejam investigadores científicos, residentes em Portugal ou no estrangeiro, decorrem até 31 de maio de 2021.

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Editorial | Jornal Médico
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