OM do Centro apela à ministra da Saúde para “para organizar a capacidade de resposta”
DATA
21/10/2020 17:54:06
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Jornal Médico
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OM do Centro apela à ministra da Saúde para “para organizar a capacidade de resposta”

“Estamos, neste momento, a acompanhar a situação em tempo real e o panorama é grave”, afirma a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (OM), que após uma reunião com os diretores clínicos dos hospitais da região, alerta para a grave falta de coordenação na resposta.

“Falta sistematizar procedimentos, falta uma coordenação supra-hospitalar do Ministério da Saúde para organizar toda a capacidade de resposta e as melhores práticas na resposta à Covid-19. As unidades hospitalares estão a lutar sozinhas, sem rede, tal como o fizeram na primeira vaga”, diz o presidente da Secção Regional do Centro da OM.

Em comunicado, a Secção Regional do Centro afirma que quis “conhecer com detalhe quais as capacidades de resposta das instituições de saúde e dos seus recursos humanos em caso de agravamento e de necessidade de um maior nível de resposta emergente”.

Perante os casos relatados, a secção “faz um apelo à Ministra da Saúde para preparar e organizar tudo aquilo que faltou fazer, tal como a construção de uma rede de colaboração entre os hospitais, a implementação de regras concisas e respetivos procedimentos de referenciação que não obstruam as urgências hospitalares”.

A Secção Regional do Centro da OM considera que “o Ministério da Saúde desperdiçou tempo para preparar esta fase com um programa global de resposta”, pois “falta um plano estratégico e o que verificamos é que os hospitais estão desprotegidos”.

“Mais uma vez, a Ministra da Saúde claudicou nas principais exigências da sua função, pelo que urge corrigir as falhas. Os hospitais precisam de um plano estratégico bem definido, ainda estamos a tempo de implementar. O tempo para corrigir é agora”, afirmaram.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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