Europacolon alerta que diagnóstico tardio do cancro digestivo eleva as taxas de mortalidade
DATA
10/09/2020 11:51:49
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Jornal Médico
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Europacolon alerta que diagnóstico tardio do cancro digestivo eleva as taxas de mortalidade

O presidente da Europacolon - Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, Vítor Neves, alerta que este tipo de patologia oncológica estar a tornar-se mais preocupante devido à “falta de resposta e atraso do diagnóstico e tratamento”.

Em antecipação ao Dia Nacional do Cancro Digestivo [assinalado a 30 de setembro], Vítor Neves afirma que “Desde março foram adiadas mais de quatro milhões de consultas em Centros de Saúde, um milhão de consultas das várias especialidades médicas e mais de 100 mil cirurgias. Como resultado, os 50 mil diagnósticos anuais de doenças oncológicas não se concretizaram na sua plenitude. […] E esta situação é muito grave”.

O Presidente da Associação revela preocupação “com a ausência de resposta estratégica e transparente do Ministério da Saúde para resolver este problema, pois se nada for planeado teremos um futuro com taxas de mortalidade ainda mais elevadas no que diz respeito a estas patologias”.

O cancro digestivo, que abrange um conjunto de vários tumores malignos, tais como do intestino, pâncreas, estômago e fígado, quando não diagnosticados e tratados atempadamente reduz significativamente a qualidade e esperança média de vida do doente.

Vítor Neves explica que “para evitar problemas maiores, defendo que é importante o rastreio atempado ao cancro digestivo, dos 50 aos 74 anos, ou até antes desta idade, no caso de existir antecedentes familiares diretos ou na presença de sintomas relacionados.”

“Não podemos ficar parados por causa da pandemia. Existem outras doenças que matam e em número mais elevado que a pandemia. O Ministério da Saúde devia ter uma estratégia para retomar e continuar com a prevenção de doenças oncológicas, pois só no caso do cancro digestivo é a saúde de muitos cidadãos portugueses que está em causa”, defende.

De forma a inverter esta situação, “a Europacolon está disponível para apoiar a comunicação com a população e com Ministério da Saúde para delinear uma estratégia de retoma aos diagnósticos e tratamentos ao cancro digestivo”, declara o presidente.

Segundo a Europacolon, por ano surgem cerca de 17 mil novos cancros digestivos em Portugal, sendo que 10 mil desses doentes não sobrevivem.

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