Dia Mundial da Grávida: APED esclarece quais as principais dores sentidas no pós-parto
DATA
10/09/2020 10:00:36
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Jornal Médico
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Dia Mundial da Grávida: APED esclarece quais as principais dores sentidas no pós-parto

No Dia Mundial da Grávida - que se assinalou ontem, 9 de setembro - a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor [APED] lembra as dores mais comuns na gravidez, bem como os cuidados a ter para evitar que estas persistam no pós-parto.

Entre as principais queixas das grávidas e as dores mais frequentes no período de gestação, destacam-se a dor de cabeça, costas, pernas e pés, dor mamária ou uterina e ainda dor na parte inferior do abdómen ou virilhas.

A APED alerta que o surgimento deste tipo de dores é bastante recorrente e é resultante de todos os processos biológicos pelos quais passa o corpo da recém-mãe.

Segundo a APED, estas dores podem surgir durante a gravidez em períodos específicos, ou podem ainda persistir ao longo de toda a gestação.

As dores de cabeça ou cefaleias são comuns, sobretudo durante o primeiro trimestre. Ocorrem como consequência de um aumento da produção das hormonas sexuais, da pressão arterial alta ou do aumento da tensão nervosa.

As dores na parte inferior do abdómen ou virilhas são normalmente de curta duração, mas fortes. São mais frequentes a partir do segundo trimestre e ocorrem quando os ligamentos e os músculos, que envolvem o útero, são esticados e ganham expressão à medida que a gravidez avança.

Pode ainda surgir dor nas costas, na sequência do aumento da tensão na zona dorsal.

A dor nas pernas e pés surge em consequência do aumento de peso que ocorre ao longo da gravidez. Além disso, as hormonas que surgem durante a gravidez relaxam os ligamentos da zona inferior das costas e os dos joelhos, tornando-os mais vulneráveis a lesões.

Existe ainda a dor mamária e a dor uterina, sendo a primeira provocada pelo aumento do tamanho dos seios, tornando-os mais sensíveis. A dor uterina é está relacionada com o estiramento do músculo do útero que, ao longo da gravidez, se vai dilatando e expandindo.

Segundo Ana Pedro, Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), “neste Dia Mundial da Grávida é importante lembrar que as dores associadas à própria gravidez e que muitas vezes geram ansiedade e receio por parte das futuras mães, devem ser igualmente acompanhadas pelo médico para que não se prolonguem além deste período. Muitas vezes, resultante de esforços ou má postura durante a gravidez, surgem outros problemas mais complexos no futuro”.

A APED afirma que a maioria das dores sentidas durante a gravidez são fisiológicas e surgem na sequência da própria gravidez, mas outras dores podem ser patológicas e desencadeadas por infeções ou doenças. A maioria das perturbações que causam dor durante a gravidez têm resolução, mas devem ser acompanhadas clinicamente.

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Editorial | Jornal Médico
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