Associação Portuguesa para o Estudo da Dor apresenta medidas para prevenir enxaquecas
DATA
22/07/2020 15:15:30
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Jornal Médico
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Associação Portuguesa para o Estudo da Dor apresenta medidas para prevenir enxaquecas

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) recomendou hoje, data em que se assinala o Dia Mundial do Cérebro, a adoção um conjunto de medidas para prevenir enxaquecas, durante o verão.

A presidente da APED, Ana Pedro, considera que “a enxaqueca é, muitas vezes, desvalorizada e encarada como sendo apenas uma dor de cabeça” e sublinha: “É importante estabelecer as diferenças e perceber que a enxaqueca é uma doença crónica incapacitante, cujo tratamento preventivo é a melhor forma de evitar crises intensas e frequentes e diminuir a sensibilidade a fatores externos que funcionam como gatilho da dor, principalmente nos meses de verão”.

Neste sentido, “beber bastante água ao longo do dia para manter o corpo hidratado, já que isso ajuda no equilíbrio da temperatura corporal”, é uma das sugestões deixadas, às quais se juntam várias outras, como evitar exposição direta ao sol e usar óculos escuros para evitar a penetração de muitos estímulos luminosos na retina.

O consumo de alimentos “mais leves e ricos em água” – frutas e verduras –, a par do controlo do consumo de bebidas alcoólicas, a prática de exercício físico em horários em que a temperatura esteja mais amena juntam-se a estas medidas, e procurar ter “boas noites de sono – “dormir num ambiente arejado, silencioso e com roupas confortáveis”, são também medidas divulgadas.

A lista fica completa com “tomar banhos mais frios ou fazer compressas de água fria na cabeça para diminuir a temperatura corporal, principalmente se estiver num risco iminente de crise” e, quando possível, optar por viagens “menos desgastantes, em ambientes mais confortáveis e bem ventilados”.

A APED recorda que a enxaqueca afeta cerca de 15% da população, sendo mais frequente nas mulheres do que nos homens e a prevalência máxima incide na faixa etária entre os 22 e os 55 anos de idade, sendo classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a perturbação crónica mais incapacitante e dispendiosa.

“As causas das enxaquecas não estão completamente clarificadas. São estímulos internos e externos, a que as pessoas que sofrem de enxaqueca são especialmente sensíveis e que, noutras pessoas, não têm qualquer consequência”, destaca, em comunicado.

Assim, a associação esclarece que embora exista uma componente hereditária, as enxaquecas também podem ser desencadeadas por “determinados alimentos, pela abstinência de cafeína, pelo consumo de álcool, pela falta de sono, por fadiga, determinados cheiros (perfumes, tabaco), ruídos fortes ou luzes brilhantes e alterações nos níveis hormonais (por exemplo, durante o ciclo menstrual das mulheres)”.

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