Associação Protectora dos Diabéticos partilha conselhos de gestão da doença durante o verão
DATA
16/07/2020 11:56:46
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Associação Protectora dos Diabéticos partilha conselhos de gestão da doença durante o verão

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) partilhou "oito conselhos práticos" para que as pessoas com diabetes façam uma boa gestão da doença durante o verão e fora da rotina diária, de forma a usufruírem desta estação do ano em segurança.

“O verão é uma época em que todas as pessoas precisam de adotar cuidados especiais para evitarem complicações de saúde. As pessoas com diabetes devem seguir com extrema atenção estes cuidados, particularmente pelo impacto que as temperaturas elevadas podem ter nas oscilações das glicemias”, alertou o diretor clínico da APDP, João Filipe Raposo.

Esclareceu ainda que, durante este período, “poderá ser necessário ajustar a medicação e aumentar a frequência da realização da medição de açúcar no sangue”.

Neste sentido, para “enfrentar com maior bem-estar” as temperaturas elevadas e “assegurar a gestão da diabetes de forma eficiente”, a APDP aconselha que se mantenha uma boa hidratação, devendo beber-se entre 1,5 a 2 litros de água por dia e, se a temperatura ambiente for elevada, aumentar as quantidades de água para manter a hidratação.

“O calor em excesso pode tirar o apetite e, com a ação da insulina, poderá aumentar o risco de hipoglicemia. Em contrapartida, a desidratação pode levar à hiperglicemia que agrava ainda mais a desidratação”, adverte a APDP.

A segunda recomendação sugere que se garanta um equilíbrio glicémico através do equilíbrio das refeições: “Deve seguir uma alimentação saudável e equilibrada, estas devem ser leves e ricas em nutrientes. Uma alimentação fracionada, com horários estipulados e sem excessos alimentares é o ideal”.

Ter atenção o excesso de exposição solar, nomeadamente, evitar o excesso de exposição solar, entre as 10:00 e as 16:00, considerando o horário de pico em que o calor está mais intenso, e exercitar o corpo “de forma saudável” são dois outros conselhos.

A estes juntam-se que se descanse e durma bem, que se proteja a medicação e os materiais de medição da glicose do calor, atendendo que “a medicação, via oral e/ou através de insulina não deve sofrer qualquer tipo de exposição direta ao sol ou estar em cenários em que sobreaqueça em demasia, como por exemplo no porta-luvas do carro. Além disso, a insulina, quando está a ser utilizada, deve ser conservada a temperaturas inferiores a 25-30º”, esclarece a APDP.

Seguem-se a aposta em cuidados redobrados com os pés durante a época balnear e, em caso de viagem, que não seja esquecido “o essencial”, em que se incluem uma caixa de primeiros socorros com medicação para enjoo, vómitos, diarreia, desidratação, alergia, febres e dores de cabeça, além de um cartão em língua inglesa e do país a visitar informando que se tem diabetes e as atitudes a tomar em caso de hipoglicemia (fornecido na APDP).

Durante o verão, além dos cuidados e organização de materiais, a associação relembra a importância de as pessoas com diabetes terem “extrema atenção” com as regras de segurança e distanciamento social devido à pandemia da Covid-19.

“É fundamental relembrar que as pessoas com diabetes têm maior risco de morbilidade e de mortalidade  após infeção por SARS-Cov-2. Neste sentido, os cuidados com a distância física e a utilização de máscara são medidas fundamentais” reforça João Filipe Raposo.

A associação alerta ainda que estas medidas devem ser reforçadas em todos os locais onde há surtos de contágio de Covid-19.

COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

Mais lidas