Covid-19: Governo diz que vai reforçar Medicina Intensiva e Saúde Pública para o inverno
DATA
15/07/2020 17:55:26
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Jornal Médico
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Covid-19: Governo diz que vai reforçar Medicina Intensiva e Saúde Pública para o inverno

O Governo vai reforçar com mais pessoal as unidades de Medicina Intensiva, Saúde Pública e procurar aumentar a rapidez dos testes à Covid-19 para preparar a chegada do inverno, afirmou hoje a secretária de Estado adjunta e da Saúde.

Em conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia no Ministério da Saúde, em Lisboa, Jamila Madeira indicou que está previsto, quer no orçamento suplementar, quer no programa de estabilidade económica e social, o “necessário reforço” nas unidades de medicina intensiva que se concluiu que era preciso nos últimos meses.

Haverá também reforços no setor da Saúde Pública para a “rastreabilidade e monitorização” e um aumento da capacidade laboratorial para que os resultados dos testes cheguem mais depressa, referiu.

Jamila Madeira acrescentou que se está a reforçar “a reserva estratégica” de equipamentos de proteção individual e de medicamentos a nível central e das unidades de saúde locais e administrações regionais de saúde.

“O Governo está a reforçar todas as dinâmicas instaladas no terreno e colocá-las-á ao dispor na próxima época outono/inverno”, declarou.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que Portugal está a olhar para a situação epidemiológica da Austrália, o “grande radar” do hemisfério sul que está agora no seu inverno para prever o que possa acontecer nos meses frios na Europa.

“Tiveram uma primeira onda [de Covid-19], conseguiram baixá-la e enfrentam agora uma segunda onda simétrica à primeira”, referiu.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.