Covid-19: Primeiro estudo serológico em Portugal ficará concluído no final de julho
DATA
08/07/2020 14:19:02
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Jornal Médico
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Covid-19: Primeiro estudo serológico em Portugal ficará concluído no final de julho

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou hoje que o primeiro estudo serológico sobre a imunidade da população portuguesa em relação ao novo coronavírus "estará pronto no final de julho".

Em declarações aos jornalistas, no final da décima reunião sobre a evolução da Covid-19 em Portugal, no Infarmed, em Lisboa, o Presidente da República adiantou que "se seguirão um estudo a cinco meses e sucessivos estudos de três em três meses".

"Também foi dado conta de um estudo epidemiológico que levará mais longe o aprofundamento da comparação da situação socioeconómica e de atividades socioeconómicas entre as várias regiões", acrescentou.

O chefe de Estado referiu que o indicador de transmissão do novo coronavírus baixou e "o R nacional encontra-se em 0,8, no último cálculo, e na região de Lisboa e Vale do Tejo em 0,7".

"Olhando para os últimos dias o que foi dito é que há uma estabilização e uma tendência, embora ligeira, de aparente descida, porventura fruto das medidas tomadas, sendo embora muito cedo para fazer uma avaliação definitiva", relatou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Noutros países, chega-se a fábricas, a ruas, a quarteirões, a bairros, chega-se a formas de intervenção muito micro, e em que naturalmente os responsáveis políticos e administrativos e autoridades sanitárias estarão mais presentes ainda no terreno", apontou.

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, "a região de Lisboa e Vale do Tejo mereceu uma atenção particular" nesta sessão e os especialistas consideraram "que a coabitação é o fator mais importante em termos de explicação causal dos surtos surgidos, logo seguida da convivência social, que tem vindo a ganhar importância".

Quanto à capacidade de internamento no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o chefe de Estado disse que "há dados interessantes, como seja que o tempo mediano de internamento está hoje entre os 10 e 11 dias no internamento geral e os 17 e os 19 dias nos cuidados intensivos".

Perante estes dados, "para um cenário que se pode considerar relativamente pessimista de 388 casos diários novos, haveria um número de internados em média de 39, e um cálculo de total de 607 em internamento global e 91 cuidados intensivos", prosseguiu.

"Isto é, bem dentro da capacidade global do SNS", concluiu o Presidente da República.

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