Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular lança campanha “Alerta Doença Venosa”
DATA
08/07/2020 11:52:00
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Jornal Médico
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Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular lança campanha “Alerta Doença Venosa”

“Alerta Doença Venosa” é o nome da campanha lançada pela Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV), que visa promover o diagnóstico e o tratamento precoce da Doença Venosa Crónica (DVC).

O objetivo da iniciativa é aumentar o conhecimento existente sobre a doença junto da população geral e demonstrar a importância de diagnosticar precocemente os doentes com DVC, uma vez que, “quando não é identificada e tratada a tempo, pode originar diversas complicações que têm um elevado impacto no dia-a-dia dos doentes”.

A propósito da campanha, a SPACV refere que, em Portugal, à semelhança de outros países ocidentais, a doença tem uma elevada prevalência, atingindo cerca de 35% da população adulta, com maior incidência nas mulheres (60%) a partir dos 30 anos, embora também afete os homens (40%).

O site do projeto permite que “qualquer pessoa” possa fazer um “Check-up venoso!” e verificar se sofre de DVC, precisando, para isso, de responder a perguntas e verificar o risco de sofrer da doença.

Depois de preenchido, a entidade sublinha a necessidade de as pessoas se aconselharem, junto dos médicos de família, explicando que, perante uma situação de DVC o diagnóstico é simples, “podendo numa consulta médica de cirurgia vascular serem investigados aspetos relacionados com a doença”, seguindo-se um exame físico, “onde se procuram sintomas e sinais da doença, podendo nesta fase ser utilizado um Doppler portátil ou um eco-Doppler colorido, para identificar a presença de refluxo ou potencial oclusão das veias”.

“A Doença Venosa Crónica resulta da insuficiência das veias das pernas em consequência de alterações na parede e nas válvulas das mesmas. O sangue tem mais dificuldade em ser transportado de regresso ao coração e acumula-se nas pernas, o que provoca a inflamação venosa”, afirma o presidente da SPACV, Armando Mansilha.

Acrescenta que os primeiros sintomas associados a esta patologia passam por dor, pernas cansadas e pernas pesadas, bem como situações mais graves de varizes, edema, alterações da cor da pele ou mesmo úlcera venosa.

“Mesmo nos doentes que ainda não têm varizes visíveis, os sintomas de DVC geram incapacidade para realizar diversas tarefas diárias, tais como as que obrigam a estar em pé ou sentado durante muito tempo, mas também subir escadas ou ajoelhar-se. Acresce-se que, com a evolução da doença, surgem manifestações cutâneas progressivamente mais severas que podem inclusive culminar na úlcera venosa”, conclui Armando Mansilha.

A SPACV recorda também cinco fatores de risco principais, nomeadamente, a predisposição familiar, ser-se do sexo feminino, a idade, a obesidade e gravidez, aos quais se juntam o risco são a falta de exercício físico e o sedentarismo, o consumo de tabaco, a obstipação, e permanecer parado, durante longos períodos, de pé ou sentado.

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