Covid-19: Governo aplica novas medidas de confinamento na Área Metropolitana de Lisboa
DATA
22/06/2020 17:01:59
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Jornal Médico
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Covid-19: Governo aplica novas medidas de confinamento na Área Metropolitana de Lisboa

O Governo decidiu hoje prolongar o estado de calamidade em 15 freguesias de cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa onde estão localizados mais novos contágios de Covid-19, bem como repor o limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento.

No final de uma reunião com os autarcas de Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas e Loures, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o núcleo do problema de novos contágios de Covid-19 “centra-se em 15 freguesias do conjunto destes concelhos”, que serão sujeitas a novas medidas de confinamento que entram em vigor às 00:00 de terça-feira.

Apesar de o chefe do Governo não ter especificado quais são essas 15 freguesias, revelou que estado de calamidade se vai manter e abranger a totalidade dos concelhos de Odivelas e Amadora, assim como em algumas freguesias dos municípios de Lisboa, Loures e Sintra, independentemente da decisão a tomar para o território nacional.

Considerando que Amadora e de Odivelas são municípios que "apresentam uma área territorial bastante limitada e com uma enorme densidade populacional", António Costa refere que "seria muito difícil proceder-se com eficácia a uma delimitação por freguesia".

"Mas relativamente a outros concelhos essa delimitação é possível fazer, caso do concelho de Loures, onde ficaram claramente identificadas duas freguesias: Camarate/Apelação e Sacavém/Prior Velho", justificou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro referiu que, na quarta-feira, haverá uma nova reunião com epidemiologistas no Infarmed, em Lisboa, com a participação do Presidente da República e dos partidos com representação parlamentar, tendo em vista avaliar a evolução do país no combate à Covid-19 e, em função dessa análise, adotar a decisão relativamente ao conjunto do território nacional.

"De qualquer forma, aquilo que resultou da reunião de hoje, é que independentemente da decisão que seja tomada em relação ao conjunto do país, relativamente ao concelho da Amadora e de Odivelas, assim como no que respeita a um conjunto de freguesias dos outros três municípios (Loures, Lisboa e Sintra), será mantido o estado de calamidade", frisou o líder do executivo.

Os cinco concelhos da região de Lisboa mais atingidos pela Covid-19 concentraram metade dos novos casos de contágio verificados em Portugal nas últimas duas semanas, registando um aumento de 2.230 infeções.

Além de repor o limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento, o Governo vai aprovar um diploma que prevê contraordenações, com o reforço das forças de segurança na rua, permitindo “a autuação de quem organize ou de quem participe de ajuntamentos que não sejam permitidos”.

António Costa disse ainda que todos os serviços comerciais vão passar a fechar às 20:00, à exceção de restaurantes para serviços de refeições, e será proibida a venda de bebidas em áreas de serviço e o consumo de bebidas na via pública.

No âmbito das novas medidas, os centros comerciais vão ser mais fiscalizados, quanto à entrada, circulação e presença de pessoas por metro quadrado.

Para controlar a expansão da pandemia nas 15 freguesias identificadas na Área Metropolitana de Lisboa, o Governo vai desenvolver um programa designado Bairros Saudáveis, que “visa desenvolver projetos comunitários de reforço da prevenção nas áreas residências que têm sido mais afetadas”.

Neste contexto, o executivo defende uma articulação mais forte entre municípios e autoridades de saúde, para encurtar os prazos de notificação dos resultados de testes à Covid-19 e de divulgação dos inquéritos, assim como reforçar as visitas de vigilância de pessoas em confinamento domiciliário.

António Costa frisou que parte das novas medidas agora tomadas pelo seu executivo "terá um caráter transversal".

"Algumas das medidas são transversais a toda a área metropolitana. Não podemos ignorar que estamos  num espaço onde o grau de mobilidade é muitíssimo grande", alegou.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
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