Covid-19: Atividade hospitalar não urgente em Lisboa e Vale do Tejo retomada na próxima semana
DATA
15/06/2020 18:04:27
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Jornal Médico
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Covid-19: Atividade hospitalar não urgente em Lisboa e Vale do Tejo retomada na próxima semana

A atividade hospitalar na região de Lisboa e Vale do Tejo está estável e deverá ser retomada na próxima semana, apesar de haver entre 200 e 300 novos casos de Covid-19 diários, disse hoje a ministra da Saúde.

Na conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica da pandemia em Portugal, Marta Temido explicou: “Resulta da observação dos números de atendimento na área dedicada à doença Covid-19 dos cuidados de saúde primários e do número de internamentos por Covid-19 nas áreas hospitalares destas regiões mais afetadas que a utilização dos mesmos se mantém estável com tendência decrescente. A manter-se este contexto será possível retomar a atividade suspensa no início da próxima semana, o que se antevê e se deseja”.

Segundo a ministra, a atividade hospitalar não urgente nos hospitais de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente nos hospitais de Lisboa, Amadora e Loures, será retomada, “apesar dos números dos novos casos se manterem persistentemente nos 200/300 novos casos por dia”.

A decisão de suspender a atividade não urgente nos hospitais foi tomada em função "da incerteza" quanto à evolução da situação de contágio na região de Lisboa e Vale do Tejo.

As unidades de saúde que viram suspensos os serviços não urgentes são os centros hospitalares em Lisboa Norte, Lisboa central e Lisboa ocidental, o Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, e os hospitais de Cascais e de Loures.

Outro dos indicadores utilizados para avaliar a situação epidemiológica destacados hoje por Marta Temido foi a diminuição do número de mortes por Covid-19 que se tem registado, estando atualmente a taxa de letalidade global fixada nos 4,2%.

“A média semanal de óbitos tem vindo a cair. Foi de 5,4 por dia na última semana, de 10 na penúltima semana e de 12 na antepenúltima depois de números incomparavelmente superiores nas semanas anteriores”, revelou.

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Editorial | Denise Cunha Velho
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Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.