Covid-19: Retoma da atividade programada não pode ser impedida, defende a Ordem dos Médicos
DATA
05/06/2020 16:35:55
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Jornal Médico
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Covid-19: Retoma da atividade programada não pode ser impedida, defende a Ordem dos Médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) defendeu esta sexta-feira que a retoma da atividade programada nos hospitais, embora gradual, não deve ser impedida em função da zona do País que regista mais, ou menos, casos de Covid-19.

“A retoma tem de ser gradual e é o que está a acontecer nos hospitais, nomeadamente aqui no Norte como constatamos, hoje, mas acho que é um erro, neste momento, estar a impedir, nomeadamente nos hospitais de Lisboa, que a retoma se vá exercendo”, disse Miguel Guimarães.

O bastonário da OM comentava o facto de, neste momento, alguns hospitais da zona de Lisboa e Vale do Tejo estarem a sentir uma pressão maior, devido ao número de casos do novo coronavírus, que agora se concentra nessa região.

Mas convidado a comentar se admite uma retoma da atividade programada a duas velocidades, Miguel Guimarães disse que “os doentes não podem esperar mais, têm de ser observados, têm de fazer os exames complementares de diagnóstico e têm de ser operados”.

“É um número muito grande de doentes que pode ter uma implicação muito grande na morbilidade e até na própria mortalidade”, referiu.

O bastonário aproveitou para reforçar o apelo para que as pessoas deixem de ter medo de regressar aos hospitais e centros de saúde, garantindo que estes “estão organizados” e têm “circuitos independentes covid e não covid”.

“As pessoas não podem ter medo de vir aos hospitais. Têm de continuar a ter respeito pela infeção e seguir as recomendações da DGS [Direção-Geral da Saúde], mas retomar a vida normal não é só supermercados ou restaurantes, inclui os serviços de saúde”, concluiu.

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Editorial | Jornal Médico
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