Movimento alerta para vacinas pediátricas em atraso
DATA
01/06/2020 10:47:52
AUTOR
Jornal Médico
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Movimento alerta para vacinas pediátricas em atraso

O Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA) alerta para a existência de quebras nas taxas de vacinação pediátrica, mesmo nas vacinas incluídas em Plano Nacional de Vacinação (PNV) e pede aos pais e encarregados de educação que apostem na prevenção, “pelo bem dos filhos e da comunidade”.

A propósito do Dia Mundial da Criança, que se celebra hoje, o MOVA assume estar preocupado com o incumprimento do PNV e das vacinas extraplano, que, consequentemente, podem potenciar o “aparecimento de doenças graves como o sarampo, a meningite ou a tuberculose”.

Face a esta situação, considerada “extremamente preocupante”, deixa o apelo: “é urgente que se retomem consultas e a vacinação, dentro e fora do PNV”.

"As pessoas têm medo. Temos de assegurar que o seu regresso às rotinas de saúde se processe rapidamente, de forma segura e informada. É fundamental que a população compreenda os riscos desta quebra na vacinação. Que se sinta segura na deslocação para vacinar os seus filhos e que perceba que este é o maior ato de proteção", destaca a fundadora do MOVA, Isabel Saraiva.

“Não temos, ainda, vacina contra a Covid-19, mas não podemos viver a medo. Sabemos que existem muitas outras doenças graves que são preveníveis através de vacinação, como o sarampo ou a meningite. Felizmente podem ser evitadas”, sublinha.

Neste sentido, o MOVA considera “urgente” que as autoridades comuniquem com pais e encarregados de educação de forma “assertiva” e que os serviços e as infraestruturas estejam preparados para receber estes utentes de “forma segura, prática e eficaz”.

Isabel Saraiva frisa a necessidade desta ação: “Temos de sensibilizar a população para a importância da vacinação, ao mesmo tempo que lhe oferecemos as ferramentas e as infraestruturas ideais para a sua concretização. É urgente que se recupere o tempo perdido durante o confinamento, de forma a evitar a propagação de doenças graves”.

O MOVA recorda que a vacinação previne doenças como o sarampo, a tosse convulsa, o tétano ou a meningite, e que Direção-Geral da Saúde reforçou recentemente que, até aos 12 meses de idade, inclusive, “as crianças devem cumprir atempadamente a vacinação recomendada, imunização que confere proteção precoce contra onze doenças potencialmente graves”.

“Aos 12 meses, as vacinas contra o meningococo C e contra o sarampo, papeira e rubéola são extremamente importantes. Situações epidemiológicas como a do sarampo, por exemplo, não nos permitem adiar esta vacina”, sublinha, em comunicado.

Lembra ainda que a vacina contra a tuberculose, a BCG, continua a estar no PNV para as áreas de risco social e endémico, apontando a possibilidade de estas áreas virem a aumentar, devido à Covid-19, e revela que a meningite é “outro caso preocupante”, descrevendo-a como uma infeção grave e “potencialmente fatal”.

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Editorial | Jornal Médico
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