Dia Mundial do Médico de Família destaca papel dos profissionais na linha da frente

“Médicos de família na linha da frente” é o mote do Dia Mundial do Médico de Família 2020, que se celebra esta terça-feira, 19 de maio.

A efeméride foi criada pela Organização Mundial de Colégios, Academias e Associações de Médicos de Família (WONCA), representada, em Portugal, pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

O tema com que o dia é assinalado surge em alusão ao “importante papel” que estes profissionais estão a desempenhar, à escala global, no combate à pandemia de Covid-19, sem descurarem todos os restantes cuidados de saúde essenciais a milhões de pessoas, contextualizam a WONCA e a APMGF.

Sublinham que a crise de saúde pública provocada pela doença forçou os serviços e os profissionais de saúde a modificarem a sua forma de trabalhar e de interagir com a população e destacam que, em Portugal, os médicos de família têm-se revelado “peças indispensáveis do sistema de saúde”.

A APMGF recorda que dados recentes divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS) mostram que a maioria dos casos confirmados de Covid-19 – mais de 95% – estão a ser acompanhados pelas equipas de cuidados de saúde primários e pelos médicos de família.

Este facto é apontado como o reflexo do “importante papel” que as unidades de saúde familiar e unidades de cuidados de saúde personalizados estão a desempenhar no controlo e mitigação da pandemia.

“A intervenção dos cuidados de saúde primários é por demais evidente, com a grande maioria dos doentes a serem seguidos pelos médicos de família diariamente, mantendo isolamento no seu domicílio”, salienta o presidente da APMGF, Rui Nogueira.

Refere ainda que, “desde 23 de março, mais de 90% dos doentes têm evolução natural para a cura” e que “a necessidade de internamento tem vindo a diminuir de forma mais notória, desde meados de abril, ainda que número de casos ativos tenha aumentado numa base diária em Portugal até 11 de maio”.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas