Covid-19: Camas nos cuidados intensivos aumentaram 35% em Portugal
DATA
13/05/2020 09:58:23
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Jornal Médico
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Covid-19: Camas nos cuidados intensivos aumentaram 35% em Portugal

O número de camas em unidades de cuidados intensivos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou 35% entre março e 2 de maio, revela o relatório sobre o terceiro período do estado de emergência.

O documento indica que, em março de 2020, o SNS dispunha de 528 camas em unidade de cuidados intensivos, que passaram para 713 a 2 de maio, representando um aumento de 35% de capacidade instalada.

Em relação ao número de ventiladores com capacidade para utilização no tratamento da Covid-19, o documento avança que, no início do mês de março, foram contabilizados no SNS 1.142 ventiladores, passando, no final do estado de emergência, para 1.814 equipamentos, 74% dos quais invasivos.

Segundo o relatório, entre 18 de abril e 2 de maio, o reforço da capacidade em número de ventiladores foi feito através de compras efetuadas pela Administração Central do Sistema de Saúde, doações, empréstimos e recuperações de aparelhos.

O documento refere ainda que, desde o dia 1 de março, foram realizados 427.346 testes de diagnóstico à Covid-19, dos quais 37.742 foram positivos (8,8 % do total de testes).

Do total de testes, 426.662 foram realizados nos meses de março e abril, tendo sido o dia 30 de abril a data em que foram realizados mais testes, desde o início da pandemia, num total de 15.881, de acordo com o relatório.

Neste âmbito, é também indicado que foi na Administração Regional de Saúde do Norte onde se realizaram mais testes de diagnóstico, um total de 153.336, seguido da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (101.098), Administração Regional de Saúde do Centro (28.228), Administração Regional de Saúde do Algarve(15.024) e Administração Regional de Saúde do Alentejo (5.040).

Nas Regiões Autónomas foram realizados 14.984 na Madeira e 9.984 nos Açores.

Portugal esteve 45 dias em estado de emergência, entre 19 de março e 2 de maio, para fazer face à Covid-19, estando desde 3 de maio em situação de calamidade.

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Editorial | Nuno Jacinto
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