A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) aprovou nove projetos da Universidade NOVA de Lisboa, que visam contribuir para o combate à Covid-19. Entre eles, estão construção de ventiladores de baixo custo e fácil implementação, com recurso a impressoras 3D, e testes à Covid-19, através de um método “mais simples e económico e de sensibilidade aumentada”.
O financiamento é de cerca de 260 mil euros e dedica-se a “soluções inovadoras” que procurem responder às necessidades que o País enfrenta, perante a pandemia.
Aprovados também foram um estudo que vai permitir identificar as dinâmicas de propagação do novo coronavírus, designadamente a relação com os perfis demográfico e socioeconómico dos territórios, à escala do concelho, e uma investigação sobre microbiota e Covid-19, que procura perceber se as respostas imunológica e metabólica no indivíduo infetado com o novo coronavírus dependem de outros microrganismos que habitam o intestino.
A FCT vai financiar a criação de plataforma digital ao nível dos cuidados de saúde primários para apoiar e monitorizar doentes crónicos e testes a compostos que poderão vir a estar na base de ensaios clínicos a realizar pelo Serviço Nacional de Saúde.
Fazem parte do leque de projetos a intervenção da Saúde Ocupacional junto dos profissionais de saúde mais expostos à pandemia, na fase de recuperação, “permitindo a vigilância e mantendo-os saudáveis e motivados”.
Neste apoio, inserem ainda dois estudos: um deles transversal na população nativa e imigrante da Amadora para avaliar a resposta à pandemia num contexto de desigualdades sociais, e o outro sobre produção e financiamento hospitalar no período pós-pandemia.
Para a Universidade NOVA de Lisboa, a aprovação dos nove projetos é um reconhecimento de que está empenhada em contribuir, “nas diversas áreas do conhecimento”, para o combate à pandemia que o país e o mundo enfrentam.