Semana Europeia da Vacinação arranca hoje
DATA
20/04/2020 10:09:30
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Jornal Médico
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Semana Europeia da Vacinação arranca hoje

Inicia-se, hoje, a Semana Europeia da Vacinação. Para assinalar a data, o Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA) relembra a importância da vacinação “ao longo da vida e, particularmente, a partir dos 65 anos”, destacando a antipneumocócica.

Com foco nos grupos de risco, entre os quais pessoas a partir dos 65 anos e doentes crónicos, o MOVA aponta a necessidade de se apostar na proteção, relembrando que imunização é uma realidade na prevenção de doenças graves, como a Pneumonia Pneumocócica ou a Gripe.

A fundadora do movimento, Presidente da Respira e Presidente da Fundação Europeia do Pulmão, Isabel Saraiva, sublinha: “Qualquer investimento que façamos em prevenção é preferível aos custos da cura. No caso da Pneumonia, corremos riscos de mortes, morbilidades e sequelas graves”.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) a pneumonia mata, em média, 16 pessoas por dia, tendo sido responsável, em 2018, por 43,4% das mortes por doenças do aparelho respiratório, o equivalente a 5,1% do total de óbitos, em Portugal. Face a estes dados, o MOVA avança que “a maioria” poderia ter sido evitada, através de imunização.

Isabel Saraiva destaca que se obtêm “ganhos quantitativos e qualitativos”, através da vacinação, uma vez que permite “investir na saúde, a prevenir eventuais internamentos e, no limite, a reduzir significativamente o número de mortes”.

Atualmente, existe uma recomendação de vacinação antipneumocócica a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco, que se encontra explicada numa Norma da Direção-Geral da Saúde.

A vacinação ao longo da vida é um dos objetivos do MOVA, fundado há três anos pela Respira, com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão e do GRESP.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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