Covid-19: Ventiladores inativos podem reforçar unidades de saúde
DATA
24/03/2020 17:34:34
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Covid-19: Ventiladores inativos podem reforçar unidades de saúde

O movimento #ProjectOpenAir acaba de lançar a plataforma vent2life.eu, que permite a todas as entidades interessadas, públicas ou privadas, coletivas ou individuais, identificar os ventiladores e equipamentos que têm em sua posse, sem utilização ou com necessidades de reparação, para que possam ser reabilitados.

As estimativas dos fundadores do movimento apontam para a possibilidade de se conseguirem recuperar 200 ventiladores, atualmente inoperacionais, que se encontram em diferentes locais do país. Alguns já foram inclusivamente identificados e já se encontram a ser analisados por especialistas, para voltarem ao serviço.

Os especialistas foram convidados a participar pela Ordem dos Engenheiros Portugueses, pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que desde cedo se prontificaram a ajudar na concretização do projeto. Também a Nova Medical School se juntou à iniciativa, mobilizando as escolas médicas portuguesas para apoiarem no contacto mais eficaz com as administrações hospitalares.

Trata-se, portanto, de um ecossistema que liga doadores de equipamentos, com especialistas capazes de assegurar a sua recuperação e as unidades de saúde beneficiárias.

Para introduzirem os equipamentos na plataforma, os interessados têm apenas de se dirigir ao site e preencher o formulário indicado. Já os especialistas que avaliam a condição dos equipamentos têm de dar provas das suas competências, após submeterem a informação. Essa avaliação é feita pela equipa de gestão da vent2life.

A plataforma foi desenvolvida em cerca de uma semana, por um grupo de 24 voluntários, muitos a trabalhar em regime pós-laboral, aos quais se juntou uma equipa da OutSystems, também em regime de voluntariado, que assegurou o apoio técnico e toda a programação do sistema. De acordo com os fundadores do movimento, o trabalho conjunto desta equipa equivaleria a um investimento na ordem dos 200 mil euros se o projeto tivesse um caráter comercial.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas