A propósito da 10º edição do Prémio Manuel António da Mota, no Porto, a Fundação do Gil foi distinguida ontem com 75 mil euros pelo projeto “Cuidados Domiciliários Pediátricos”, que abrange sete distritos e 33 conselhos desde 2017.
A Fundação do Gil afirma que este projeto tem permitido operar na região de Lisboa e em dois hospitais do Porto – São João e Centro Materno-Infantil – como “uma plataforma fundamental para o acompanhamento da criança com doença crónica e/ou fragilidade clínica e família”, no sentido de proporcionar “o bem-estar físico, psíquico e espiritual da criança, assim como o suporte necessário ao cuidador principal e restante família”.
Por considerar que a “doença crónica e incapacitante pode prolongar o período de internamento e levar à sobrecarga de recursos hospitalares e familiares”, a fundação procura evitar internamentos desnecessários através da continuidade da prestação de cuidados de saúde pediátricos no domicílio, prevenindo a “degradação psicossocial do doente e família”. Para isso, abrange o “tratamento dos sintomas, descanso do cuidador e acompanhamento após a morte durante o processo de luto”. Com esta intervenção, já foram realizadas mais de 550 visitas domiciliárias a mais de 280 crianças, desde 2017.
Com o objetivo de “enaltecer os esforços desenvolvidos pelas organizações que se distinguem” por via de projetos “em prol do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, o segundo (Associação Dignitude) e terceiro (ASAS – Associação de Solidariedade) lugares também receberam galardões, no valor de 35 mil euros e 15 mil euros, respetivamente. Num total de 10 candidaturas finalistas, houve ainda sete menções honrosas, distinguidas com cinco mil euros cada.
O presidente da Comissão Executiva da Fundação, Rui Pedroto, refere que o montante dos prémios foi “reforçado” por se tratar de uma edição comemorativa. Razão pela qual se “procurou chamar a atenção para a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nela inscritos”.
Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.