Equipas de apoio psicossocial do Programa Humaniza ajudaram mais de 8.300 pessoas
DATA
22/11/2019 16:31:17
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Jornal Médico
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Equipas de apoio psicossocial do Programa Humaniza ajudaram mais de 8.300 pessoas

As 10 equipas de apoio psicossocial selecionadas no âmbito do Programa Humaniza, da Fundação “La Caixa”, apoiaram no primeiro ano de funcionamento mais de 8.300 pessoas com doenças avançadas e os seus familiares, num total superior a 16.000 consultas.

Num investimento superior a um milhão de euros no primeiro ano de funcionamento, este projeto é apenas uma das vertentes do Programa Humaniza, criado a pensar nas pessoas com doenças avançadas ou em fim de vida, num país onde a cobertura dos cuidados paliativos continua a ser insuficiente.

“Estas equipas, selecionadas em concurso público e que começaram a funcionar em outubro de 2018, seguiram no total 3.745 novos doentes, com um número total de 8.921 consultas, e 4.556 novos familiares, com um total de 7.535 consultas, entre as quais as de apoio ao luto”, disse à agência Lusa Bárbara Gomes, do Programa Humaniza, cujos resultados serão apresentados hoje no II Congresso dos Cuidados Continuados e Paliativos, em Lisboa.

Bárbara Gomes explicou que estas equipas trabalham sempre em colaboração com equipas especializadas em cuidados paliativos (da rede pública e privada) e muitas integram-nas: oito têm como base equipas públicas e duas equipas privadas.

“Vêm complementar a resposta. Em muitas destas equipas de cuidados paliativos já existia psicólogo e assistente social (os dois grupos profissionais que constituem estas equipas), no entanto, sempre soubemos que o tempo alocado a estes profissionais era muito reduzido” e muitas das necessidades ficavam por cobrir, explicou.

A responsável estima que cerca de 50% das pessoas com doença avançada precisam de intervenção psicossocial e espiritual especifica e que entre 10 a 20% dos cuidadores “apresentam complicações” no processo de evolução da doença e no luto.

Cada equipa recebeu no primeiro ano de funcionamento 112 mil euros, a que acrescem os custos operacionais do programa.

Além das equipas de apoio psicossocial, no âmbito do Programa Humaniza, a Fundação “La Caixa” decidiu apoiar movimentos associativos de profissionais, doentes e famílias para desenvolverem projetos mais restritos no tempo (anuais) que, se correrem bem, podem ser renováveis no máximo por três anos.

“O objetivo é reforçar o apoio psicossocial às famílias, mas também a sensibilização publica cobre cuidados paliativos”, disse Bárbara Gomes, explicando que foram selecionados quatro projetos, que começaram este ano a funcionar.

A responsável disse ainda que no âmbito desta aposta da fundação, no próximo ano será lançado um concurso para apoiar a criação de equipas de cuidados paliativos domiciliários e outro para projetos experimentais de intervenção, também restritos no tempo, com apoio por um ano extensível a um máximo de três anos se os resultados forem positivos.

A Fundação “La Caixa” iniciou a sua ação em Portugal em 2018, ano em que investiu um total de 12 milhões de euros em vários projetos.

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