A Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia alertou hoje para o problema da anemia nos adolescentes, cuja dimensão quer identificar através de um estudo epidemiológico como o que realizou para determinar a prevalência da doença em adultos.
Segundo declarações à agência Lusa, o presidente do Anemia Working Group Portugal – Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia, António Robalo Nunes, explica que “O primeiro estudo epidemiológico mostrou que tínhamos muito mais anemia do que aquela que era previsível, segundo as previsões da Organização Mundial da Saúde”, atingindo um em cada cinco adultos.
Atualmente a preocupação é perceber o que se passa antes de ser adulto, disse o médico imuno-hemoterapeuta. O Anemia Working Group Portugal, constituído por médicos de várias especialidades, avisa que as mudanças nos hábitos alimentares resultantes da influência dos amigos e a necessidade de autoafirmação são os fatores sociais e comportamentais que originam na grande maioria dos casos a carência em ferro dos adolescentes.
Apesar de haver poucos dados disponíveis sobre a prevalência da deficiência em ferro nos adolescentes, o pediatra Lino Rosado refere que “as estatísticas mostram taxas de prevalência de 9% em raparigas dos 12 aos 15 anos e de 16% em raparigas dos 16 aos 19 anos”.
A prevalência da anemia é mais alta nas raparigas devido sobretudo às perdas mensais de sangue durante o período menstrual, explicou Lino Rosado, sublinhando que é preciso estar atento aos sinais e sintomas que vão aparecendo progressivamente, como o cansaço, a palidez, as palpitações, a irritabilidade, as cefaleias e até alterações no comportamento escolar.
Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.