A taxa de infeções hospitalares em Portugal pode ser reduzida se houver partilha de informação sobre as bactérias predominantes e o perfil de suscetibilidade de resistência aos antibióticos.
Quem o diz é a investigadora na área da Microbiologia, Cátia Caneiras, adiantando que “o que importa é, tal como queremos conhecer os nossos doentes, conhecermos também as nossas bactérias de forma a que os médicos prescrevam o mais adequadamente possível de acordo com as bactérias predominantes e com o perfil de resistência predominante a nível local".
Em declarações feitas recentemente à Lusa, à margem do 35.º Congresso de Pneumologia, a microbiologista sublinhou que esse conhecimento e sensibilização dirigida aos clínicos "é extremamente importante para que se consiga diminuir, realmente, a taxa de resistência aos antibióticos e de infeções hospitalares que existem".
Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com maior percentagem de doentes em cuidados continuados que contraíram pelo menos uma infeção associada aos cuidados de saúde.
O impacto das infeções associadas aos cuidados de saúde é agravado pelo aumento de bactérias resistentes a antibióticos, o que pode levar a infeções difíceis ou mesmo impossíveis de tratar, alerta a OCDE.
Segundo Cátia Caneiras, os serviços de Patologia Clínica e os microbiologistas conhecem o perfil de resistência aos antibióticos e das bactérias predominantes em determinada unidade hospitalar, sendo preciso trabalhar em equipa, para que essa informação seja transmitida às equipas médicas de maneira eficaz.
"Nem sempre o dia a dia permite que falemos e analisemos os dados para poder implementar as práticas mais adequadas no que diz respeito aos antibióticos", reconhece a especialista, frisando que esse conhecimento "tem um impacto na escolha da terapêutica empírica", ou seja, a terapia antimicrobiana administrada inicialmente, baseada na experiência.
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Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.