Declaração de escusa de responsabilidade dos médicos é "sinal de alerta"
DATA
08/11/2019 15:06:36
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Jornal Médico
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Declaração de escusa de responsabilidade dos médicos é "sinal de alerta"

A ministra da Saúde, Marta Temido, considerou hoje um “sinal de alerta” para dificuldades no funcionamento dos serviços de saúde a declaração de escusa de responsabilidade assinada pelos chefes de equipa de urgência do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN).

“Vários chefes de equipa da Medicina Interna assinaram uma declaração de escusa de responsabilidade que, a nosso ver, está a ser utilizada como um sinal de alerta para dificuldades no funcionamento dos serviços”, disse Marta Temidos a jornalistas à margem da cerimónia de entrega de equipamento de cirurgia robótica, ao Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Marta Temido sublinhou que o alerta dos chefes de equipa de que não têm especialistas suficientes, de acordo as recomendações dos colégios de especialidade, merece a “maior atenção”.

“Sabemos que as recomendações são orientações de boa prática e procuramos garanti-las, mas isso não inibe que os serviços se mantenham a funcionar em sobre esforço e, por isso, devemos uma palavra de agradecimento aos serviços, mas não está em causa a qualidade dos cuidados nem a segurança dos utentes”, salientou.

Para Marta Temido, “a deontologia dos profissionais de saúde é o melhor garante de que tudo será feito para que não haja risco para qualquer doente”.

“É importante que se perceba que quando estes alertas são dados procuramos encontrar com os profissionais de saúde a forma de ultrapassar os constrangimentos”, o que está a acontecer, frisou.

A ministra salientou ainda que os hospitais do SNS enfrentam nos últimos anos o problema do envelhecimento demográfico dos médicos. “Poderão perguntar-nos: mas isso não era planeado, não se poderia ter feito já alguma coisa? É isso que estamos a tentar fazer quando no final de cada época de finalização dos internatos médicos abrimos um número de vagas que permitam a captação de todos os recém-especialistas que são formados no SNS para o Serviço Nacional de Saúde”, disse Marta Temido.

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Editorial | Rui Nogueira
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