Cancro é a doença que mais preocupa os portugueses e o do pulmão é o mais temido
DATA
24/10/2019 14:55:18
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Jornal Médico
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Cancro é a doença que mais preocupa os portugueses e o do pulmão é o mais temido

Um inquérito levado a cabo a nível nacional revela que 86% dos inquiridos refere o cancro como a doença que maior preocupação ou atenção merece. No contexto oncológico, os tumores mais temidos pelos portugueses são os do pulmão (25%) e os da mama (21%).

O estudo, conduzido pela consultora GFK para uma companhia farmacêutica, foi hoje apresentado no âmbito das comemorações dos 10 anos da Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão – Pulmonale.

O facto de o cancro ser “uma doença com elevada mortalidade” é uma das razões que explica este resultado. Relativamente ao cancro do pulmão ser o mais temido, a presidente da associação Pulmonale, Isabel Magalhães, percebe a apreensão, explicando à Lusa que “é o mais mortífero em todo o mundo e continua a ter uma evolução preocupante, com crescimento de casos nas mulheres”. A responsável salienta ainda que esta perspetiva dos portugueses também é alimentada pelo facto de, durante muito tempo, o diagnóstico de cancro do pulmão ser “quase uma sentença de morte”, apesar das evoluções na inovação terapêutica que dão mais anos de vida e com maior qualidade ocorridas nos últimos anos.

Para além do cancro do pulmão e da mama, o do pâncreas, o da próstata, o do intestino ou colorretal e o do estômago também são mencionados. As doenças cardiovasculares, a diabetes e a esclerose múltipla são outras doenças que causam receio aos portugueses.

Baseado em entrevistas presenciais a mais de mil adultos a nível nacional, o estudo procurou perceber que “assuntos merecem mais atenção”, pergunta colocada de forma aberta, refere o responsável pela investigação, António Gomes. Os dados apontam para a saúde como o tema mais relevante na vida dos cidadãos portugueses, seguido da justiça e da educação.

Para aferir o conhecimento da população sobre avanços na área da saúde, foram ainda realizadas questões sobre a sua perceção na área. Dentro da inovação em saúde – que para os inquiridos se prende sobretudo com o surgimento de terapêuticas mais eficazes, essencialmente na área da Oncologia – quase quatro em cada 10 consideraram que é equivalente à das outras áreas, enquanto 21% defendeu que a inovação é maior na saúde.

Quanto aos tratamentos, apenas 20% respondeu conhecer ou já ter ouvido falar da imunoterapia, considerada inovadora para o cancro, embora muitos não soubessem explicar em que consiste; 91% referiu a quimioterapia como a terapêutica mais utilizada para tratar o cancro, surgindo a radioterapia em segundo lugar.

Segundo a presidente da Pulmonale, o estudo vem demonstrar que ainda há um desconhecimento generalizado em relação à imunoterapia, embora destaque que 86% dos inquiridos admite ser importante ter mais conhecimento sobre o assunto.

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