CUF Update In Oncology terá, pela primeira vez, um programa multidisciplinar
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24/10/2019 10:15:53
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Jornal Médico
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CUF Update In Oncology terá, pela primeira vez, um programa multidisciplinar

Organizada pela CUF Academic Research and Medical Center e CUF Instituto de Oncologia, a quarta edição do CUF Update In Oncology arranca já sexta-feira, no Convento de São Francisco, em Coimbra. O programa está traçado por forma a focar os temas mais relevantes na abordagem ao cancro, tendo em conta as últimas atualizações das principais reuniões internacionais.

Sob o tema “Learning, researching and caring for cancer patients”, o evento, dirigido a profissionais e estudantes na área da saúde, terá pela primeira vez, em conjunto, dois programas – um destinado à medicina e outro à enfermagem, com pertinência também para a área de nutrição –, contando com sessões independentes, comuns e especializadas. Transversalmente, será tratada a temática do microbioma e cancro.

A nível médico estão previstas apresentações sobre diferentes tipos de tumores – da mama, urológico, hematológico, entre outros –, novas abordagens terapêuticas para o controlo e tratamento do cancro e ainda sobre o contexto específico da oncologia geriátrica.

O programa de enfermagem, com os motes de “Inovação”, “Conhecimento Especializado”, “Excelência” e “Liderança”, também irá incidir sobre a temática da genética, para além de discutir a matéria dos sobreviventes de cancro e da segurança.

Esta aposta “na segurança, quer para a pessoa com doença oncológica, quer para os profissionais que trabalham com os doentes, sobretudo a nível de manipulação e administração de ambientes citotóxicos” é motivada pelas “novas recomendações no que diz respeito à segurança no local de trabalho”, explica a enfermeira Sara Parreira, recentemente distinguida pela Sociedade Europeia de Enfermagem Oncológica pelo contributo no reconhecimento da prática de enfermagem em oncologia.

Como oradora da apresentação “Professional safety in cancer care”, a enfermeira refere que já em 2016 tinham surgido uma série de recomendações por parte da União Europeia e que há uma expetativa de “nova legislação relativa ao controlo da saúde ocupacional dos profissionais de saúde nestes ambientes”. A profissão de enfermagem tem, na sua maioria, pessoas do sexo feminino, pelo que é necessário “haver alguma regulação no que diz respeito a grávidas e pessoas a amamentar nestes contextos”, pois ainda não existe nada definido, afirma Sara Parreira. “Precisamos de investir também em equipamentos de proteção individual, que infelizmente ainda não são utilizados em todos os locais. Portanto, precisamos de dar a conhecer todas essas novas recomendações e novas formas de trabalhar”, continua.

A dualidade nesta edição do CUF Update Oncology reflete os constantes avanços na área da oncologia e a complexidade dos tumores, que exigem cada vez mais uma especialização em determinados tumores e fases da doença, não só dos médicos, mas também dos enfermeiros. Como os tumores também têm sido diagnosticados mais precocemente e existindo crescentemente mais sobreviventes de cancro, a “enfermagem nesta área também tem de se redesenhar – acompanhar a pessoa desde o momento do diagnóstico, até à fase de vigilância e follow up, ou então de final de vida - é um papel que tem de ser desenvolvido”, conclui a oradora.

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Editorial | Rui Nogueira
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